Caso de febre aftosa deixa Mato Grosso do Sul e Paraná em alerta


Agronegócio

Caso de febre aftosa deixa Mato Grosso do Sul e Paraná em alerta

"A situação é preocupante e não vamos expor o nosso rebanho"
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Com Agências - O governador do Beto Richa (PSDB) determinou ontem (3) que a Secretaria de Agricultura reforce a fiscalização na faixa de fronteira e amplie a vigilância em todo o Estado para evitar entrada de gado paraguaio no Paraná por causa da notificação de um novo foco de febre aftosa na província de San Pedro, no país vizinho.


Richa também falou com o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro. Na conversa, os dois acertaram que haverá um esforço conjunto para proteger a pecuária nacional de qualquer risco de contágio. Segundo o secretário da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, as equipes paranaenses de fiscalização sanitária vão trabalhar 24 horas nos postos de inspeção, vão montar barreiras nas principais vias de trânsito entre o Paraná, Mato Grosso do Sul, Paraguai e Argentina, fazer vigilância volante nas estradas e visitar propriedades expostas a risco ou suspeitas.

Ortigara disse que a entrada de animais do Paraguai está proibida desde setembro, quando ocorreu o primeiro caso de aftosa em uma fazenda paraguaia. "A situação é preocupante e não vamos expor o nosso rebanho. A determinação é de exercer poder de polícia em toda a faixa de fronteira", destacou.


As autoridades sanitárias do Mato Grosso do Sul e o Governo do Estado também estão mobilizados. O caso foi confirmado ontem pela manhã. A secretária Estadual de Desenvolvimento Agropecuário, Tereza Cristina Corrêa da Costa, estima tratar-se de cerca de 150 a 200 bovinos contaminados em uma fazenda situada a 200 quilômetros da fronteira com o MS.

O local fica no município paraguaio de San Pedro, a trinta quilômetros da propriedade rural palco de constatação da doença em setembro do ano passado. "Mesmo sendo uma distância grande entre o foco e a fronteira do MS, já tomamos algumas medidas imediatas", diz. Entre elas está a suspensão de feiras agropecuárias e leilões de bovinos em onze municípios da região, no extremo sul do Estado.


Para combater a entrada de gado contaminado e reforçar a fiscalização no Estado, a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) conta com 14 bases fixas e sete móveis. "Esse efetivo, composto por policiais militares e servidores da Iagro pode ser aumentado conforme demanda".

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