Agronegócio

Centro de Tecnologia prepara cinco variedades de cana

As novidades chegam ao mercado em 2007 e vão atender a região Centro-Oeste
Por: -Redação
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O CTC (Centro de Tecnologia Canavieira), sediado em Piracicaba (SP), pode lançar até cinco variedades de cana-de-açúcar no primeiro semestre de 2007, todas voltadas ao cultivo na região Centro-Oeste num objetivo de atender demanda do mercado sucroalcooleiro e, desta forma, abrir fronteiras para além da tradicional região de plantio localizada no Estado de São Paulo e na região Nordeste. A informação sobre o atual programa de melhoramento da cana, que pode chegar a custar R$ 12 milhões, vem no mesmo momento em que cinco usinas da região Centro-Oeste anunciam suas associações ao CTC.

De acordo com o diretor de mercado e oportunidades do centro, Osmar Figueiredo Filho, as novas variedades de cana devem superar o nível de produtividade das mudas colocadas no mercado pelo CTC em 2004 e 2005. “Normalmente, o lançamento apresenta características melhores do que as que já estão sendo usadas, proporcionado maior produtividade e resistência às pragas, por exemplo”, relata.

Ainda não há informações que dêem a dimensão sobre o quanto as novas canas poderão ser mais produtivas, mas as pesquisas feitas no CTC têm o intuito de superar os níveis anteriores, afirma o diretor, que relata, ainda, que o gasto anual em pesquisas deve variar de R$ 10 milhões a R$ 12 milhões em 2006.

“O que difere o lançamento das outras variedades que já estão no mercado é a maior produtividade. Em 2005, a média de produtividade chegou a 18%. No segundo ano chegamos a 25%, lembrando que esse rendimento depende do número de erros de cultivo. Neste ano vamos obter novos ganhos nesse sentido, porém esses dados só devem ser conhecidos em até 60 dias antes do lançamento para o mercado”, informa Figueiredo Filho.

Sobre o significado das novas variedades para o setor sucroalcooleiro –– a mais forte atividade econômica na região de Piracicaba ––, Figueiredo explica que os estudos vieram para suprir a necessidade de crescimento da área do cultivo da cana –– que é a matéria-prima do etanol brasileiro.

“Como o setor está crescendo, o programa de melhoramento de cana está seguindo o mesmo caminho, descentralizando a produção de São Paulo e do Nordeste. Assim, a área de cultivo está aumentando e chegando num volume muito maior ao Centro-Oeste, nos Estados de Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais. Logo, toda essa grande expansão gerou a necessidades e o programa de melhoramento visa atender essas atividades”, comenta Figueiredo.

Sobre os novos desafios e tendências para o setor dentro das competências do CTC, o diretor afirma que as pesquisas seguirão para viabilizar o plantio de cana em outras áreas que não tem o viés agrícola canavieiro. “Buscar as tolerâncias à seca, para difundir o plantio no Nordeste, e ao frio, para o cultivo no Sul e no Paraná, com certeza serão os próximos desafios para obter variedades que sejam boas para essas condições de solo e clima”, informa.

O CTC, antiga Copersucar, é um órgão técnico-consultivo que congrega as principais unidades produtoras de açúcar e álcool do país. As variedades destinam-se aos 132 associados, 17 associações de plantadores de cana e 115 são usinas, empresas agrícolas ou industriais.

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