CGE: umidade deve atingir níveis 'críticos' à tarde em SP
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CGE: umidade deve atingir níveis 'críticos' à tarde em SP

Os baixos índices fizeram com que a Defesa Civil decretasse estado de alerta
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A quarta-feira (25) amanheceu com formação de névoa em alguns pontos da região metropolitana de São Paulo, com termômetros oscilando em torno dos 11°C e umidade relativa do ar próxima aos 65%. Apesar da umidade dentro do tolerável (o mínimo recomendado pela Organização Mundial da Saúde é de 60%), o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) alerta que o tempo seco deve atingir níveis "críticos" durante a tarde.

Segundo o CGE, no decorrer do dia, o sol predomina e favorece a rápida elevação das temperaturas, com máximas chegando aos 30°C. As condições atmosféricas continuam desfavoráveis para a dispersão de poluentes, o que prejudica a qualidade do ar na capital paulista.

O tempo segue seco e estável nos próximos dias, com predomínio de sol e temperaturas elevadas para a época do ano. As mínimas oscilam em torno dos 12°C, enquanto que as máximas chegam aos 30°C. Estas condições agravam os problemas com os baixos índices de umidade e qualidade do ar. Os modelos de previsão não indicam chuvas significativas até o final do mês, de acordo com o CGE.

Alerta
Na terça-feira (24), a umidade relativa do ar chegou a 16% às 16h, segundo o CGE. Os baixos índices fizeram com que a Defesa Civil decretasse estado de alerta em toda a cidade. Já não chove há 20 dias na capital paulista, que acumulou no mês de agosto índice pluviométrico de 0,6mm, quando o esperado era de 39mm.

Nos meses em que ocorrem poucas chuvas é comum que a umidade do ar fique reduzida, o que causa um aumento nos níveis de dióxido de enxofre e material particulado, devido às piores condições de dispersão. Isso propicia o surgimento ou agravamento de doenças respiratórias, cardiovasculares e oculares.

De acordo com a Defesa Civil, os possíveis sintomas provocados pela baixa umidade incluem dores de cabeça e irritação nos olhos, nariz, garganta ou na pele. Além disso, aumentam os riscos de transmissão de doenças respiratórias e de desidratação. A população pode sofrer ainda com rouquidão, garganta seca e possibilidade de inflamação da faringe, além do rompimento de vasos do nariz, provocando sangramento. A população ainda pode contrair com maior facilidade conjuntivite viral, alérgica e síndrome do olho seco.

Os atendimentos em unidades de saúde na capital paulista quase dobraram com a queda da umidade. As consultas no Hospital Infantil Cândido Fontoura saltaram de 218 para 416 no domingo.

Qualidade do ar
A qualidade do ar no bairro Ibirapuera, em São Paulo, e no município de Mauá, na Grande São Paulo, encontram-se em situações inadequadas, de acordo com informações da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo.

Cuidados
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, a situação requer cuidados especiais, principalmente, entre as crianças e os idosos, considerados os grupos mais afetados pela baixa umidade.

De acordo as autoridades paulistas, para evitar maiores consequências, a população deve ingerir bastante água, sucos naturais feitos de maneira adequada e água de coco. Também é importante manter a higiene doméstica, evitando o acúmulo de poeira, que desencadeia problemas alérgicos.

Na hora de dormir deve-se escolher um local arejado e umedecido para minimizar os efeitos do tempo seco. Os ambientes podem ser umidificados com toalhas molhadas, reservatórios com água (como bacias) ou umidificadores.

A secretaria recomenda ainda o uso de soro fisiológico para manter a lubrificação dos olhos e narinas, principalmente em casos de irritação. A população deve evitar banhos com água muito quente, que provocam o ressecamento da pele, e usar sempre que possível um creme hidratante.

Colaborou com esta notícia o internauta Rafael Arruda, de São Paulo (SP), que participou do vc repórter, canal de jornalismo participativo do Terra.

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