Chapecó Alimentos vai parcelar rescisões de 205 trabalhadores demitidos
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Agronegócio

Chapecó Alimentos vai parcelar rescisões de 205 trabalhadores demitidos

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A Chapecó Alimentos vai parcelar as rescisões trabalhistas de 205 trabalhadores demitidos na semana passada. Depois de uma reunião promovida pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Carnes e Derivados (Sitracarnes), a maioria dos 131 demitidos em Chapecó aceitou o pagamento da rescisão em até 10 parcelas.

O acordo vence em março de 2004. Como garantia do cumprimento das cláusulas acordadas, os sindicalistas conseguiram a penhora de uma unidade da empresa, em Amparo (SP). "Se o pagamento não ocorrer até lá, nós entramos com uma nova ação na Justiça para pedir o arresto de bens da empresa", disse o presidente do sindicato, Miguel Padilha.

Entre os demitidos está o auxiliar de produção Ivanildo Valcarenghi, 23 anos. Depois de quase três anos na empresa, ele recebeu a notícia da demissão na última sexta-feira. Ontem, durante a homologação, ficou sabendo que só receberá neste momento o seguro-desemprego e os valores do FGTS que a Chapecó conseguiu depositar. Ivanildo aceitou o parcelamento da rescisão e deve receber pouco mais de R$ 2 mil em cinco vezes. "O problema é que não existe perspectiva de quando será liberada a primeira parte".

O parcelamento, já realizado nos meses anteriores, divide opiniões entre os trabalhadores demitidos. Para fazer cumprir o acordo, os sindicatos de Chapecó foram obrigados a ingressar com uma medida judicial que garantiu o pagamento integral dos 800 funcionários que se afastaram a partir de maio. Em Xaxim, onde um acordo semelhante foi celebrado, os trabalhadores demitidos receberam apenas três das 10 parcelas acordadas.

As negociações em torno da venda da empresa continuam. Representantes da Força Sindical e executivos de uma empresa nacional de nome não divulgado apresentaram ao BNDES uma proposta de arrendamento com opção de compra da empresa na última segunda-feira. Segundo Padilha, a idéia dos sindicatos é formar uma cooperativa de gestão mista, compartilhada com a iniciativa privada, que se encarrega de injetar recursos visando a imediata retomada da produção do frigorífico.


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