China impulsiona investimentos em startups de AgriFood

TECNOLOGIA

China impulsiona investimentos em startups de AgriFood

Atualmente, o mercado que mais se destaca nessa área é o norte-americano.
Por: -Leonardo Gottems
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Um novo relatório produzido pelo investidor online de capital de risco AgFunder e pelo acelerador chinês Bits x Bites mostrou que as startups chinesas AgriFood levantaram US$ 1,8 bilhão em financiamento no ano de 2017. De acordo com os dados, pelo menos 198 investidores participaram de 177 acordos ao longo do ano. 

Atualmente, o mercado que mais se destaca nessa área é o norte-americano, com a grande maioria das inovações e investimentos, ou seja, US $ 1,7 bilhão, ocorrendo na cadeia de suprimentos agroalimentares. No entanto, Rob Leclerc, diretor executivo da AgFunder, diz que a China sai na frente dos Estados Unidos porque, no caso dos asiáticos, o grupo das maiores empresas de tecnologia do país estão dispostos a investirem no setor e não o enxerga como concorrente.  

“Muitas das corporações agroalimentares estão considerando o Google e a Amazon como ameaças existenciais, mas seu investimento em tecnologia agroalimentar não é nada comparado ao BAT (grupo das maiores empresas Chinesas formado por Baidu, Alibaba e Tencen). Se as empresas agroalimentares dos EUA não se tornarem mais agressivas com as fusões e aquisições, poderão ver suas posições ameaçadas pelas maiores empresas de tecnologia da China, que são mais ágeis e agressivas”, comenta. 

De acordo com as informações, as startups chinesas do setor agroalimentar vêm atualizando produtos por meio de melhores ingredientes, rótulos mais limpos, mais rastreabilidade e novas experiências. Um exemplo disso é a Yizhibi, uma empresa de suco de pera que está reinventando a imagem da marca como bebida saudável e arrecadou com sucesso US$ 140 milhões. 

Para Matilda Ho, fundadora e diretora administrativa da Bits x Bites, a necessidade está fazendo com que esse mercado cresça. "Isso deixa um campo aberto para startups de tecnologia, como detecção de contaminantes, monitoramento de cadeia de frio, blockchain e outras soluções que podem efetivamente resolver problemas de segurança alimentar”, conclui.

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