Chuva reduz risco de atraso no milho safrinha
A deterioração do potencial também aumenta a pressão sobre as margens
A deterioração do potencial também aumenta a pressão sobre as margens - Foto: Divulgação
A perspectiva de chuvas mais regulares no Centro-Oeste a partir do fim de setembro reduz, por enquanto, o risco de atrasos no plantio da soja e ajuda a preservar a janela considerada adequada para o milho safrinha em Mato Grosso. Segundo a Veeries, as previsões atualizadas nesta semana indicam condições que podem favorecer a manutenção do calendário dentro da normalidade, fator relevante para o potencial produtivo e para a rentabilidade do produtor.
A análise histórica de dados de satélite e produtividade feita pelos modelos da consultoria mostra que o atraso da semeadura pode provocar perdas expressivas no milho safrinha. O gráfico para Mato Grosso indica queda gradual do potencial produtivo conforme o plantio se afasta da janela ideal, com perdas que superam 40% em áreas semeadas em um calendário de maior risco.
A deterioração do potencial também aumenta a pressão sobre as margens. Pelos preços atuais considerados na análise, o milho plantado em março no Estado pode resultar em margens negativas, cenário capaz de influenciar o planejamento de área, o nível de investimento em tecnologia e, por consequência, a demanda por insumos.
Os dados reforçam que até uma semana de atraso pode alterar decisões no campo e no mercado. No modelo apresentado, as perdas se intensificam ao longo de março, saindo de níveis próximos a 30% no início do mês, passando de 40% em meados do período e avançando para mais de 60% no fim do mês. No começo de abril, a redução projetada se aproxima de 80% em relação ao calendário ideal.
Neste momento, a expectativa de chuva regular diminui o risco de atraso da safrinha em Mato Grosso. A confirmação desse cenário, porém, dependerá do comportamento do clima nos próximos dias e do avanço do plantio da soja dentro da janela prevista.