Chuvas afastam possibilidade de queda de área no PR

Agronegócio

Chuvas afastam possibilidade de queda de área no PR

O relatório mensal sobre intenção de plantio da Secretaria da Agricultura mantém a expectativa inicial de colheita de 21,5 milhões de toneladas
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A intensificação das chuvas na segunda quinzena de outubro em praticamente todo o Estado do Paraná permitiu a retomada do plantio da safra de grãos de verão 2007/08 que estava atrasada no Paraná. Com isso, o “fantasma” da redução de área plantada foi afastado e as perspectivas de plantio permanecem para a maioria das lavouras, com exceção do feijão, principal cultura de verão, prejudicada pela seca ocorrida entre os meses de agosto e setembro.

O relatório mensal sobre intenção de plantio divulgado na segunda-feira (29-10) pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab) mantém a expectativa inicial de colheita de 21,5 milhões de toneladas somente de grãos de verão como milho, soja, feijão, entre as principais culturas.

Para o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Valter Bianchini, a retomada do plantio de milho no Estado, depois do período seco, sinaliza o restabelecimento da normalidade nas condições da safra de verão. Até a semana passada, 70% da área estimada para o plantio de milho, que deverá atingir 1,38 milhão de hectares, já estava ocupada. Esse cenário ainda representa um atraso de 25% a 30% em relação ao plantio da safra passada.

O diretor do Deral, Francisco Simioni, acredita que até o final dessa semana e início de novembro o plantio do milho deverá estar totalmente concluído no Estado e vai representar um aumento de 5% sobre a área plantada no ano passado que foi de 1,31 milhão de hectares. “A recuperação rápida do plantio de milho só está sendo viabilizada no Paraná porque as lavouras do Estado são altamente tecnificadas”, observou.

“Os produtores estão animados com a comercialização do grão, que atingiu R$ 20,50 a saca com 60 quilos no final da semana passada e não querem deixar de plantar”, destacou Simioni. Segundo ele, a elevação no preço do milho no mercado externo tirou o grão da condição de primo pobre da agricultura para se configurar como commodity no cenário internacional. A estimativa de produção, segundo o Deral, deverá atingir 8,64 milhões de toneladas, volume igual ao obtido na safra passada, quando foram registradas produtividades acima da média histórica do Estado que é de 6.600 quilos por hectare, em média.

O plantio de soja já estava confirmado em 25% da área total prevista pelo Deral até o final da semana passada. Deverão ser plantados 3,9 milhões de hectares, repetindo a área plantada com o grão no ano passado. A expectativa de produção sinaliza para uma colheita de 11,9 milhões de toneladas, que se confirmada corresponderá a uma ligeira elevação de 1,4% sobre a colheita da safra 06/07.

De acordo com o relatório do Deral, depois das chuvas dos últimos dias as condições de plantio estão excelentes e o produtor está aproveitando o período recomendado pela assistência técnica e pesquisa que vai até 31 de dezembro para concluir o plantio no Paraná. “A utilização da técnica do plantio direto que atinge quase 100% das lavouras está permitindo o plantio da soja de forma rápida em todo o Estado”, observou o engenheiro agrônomo Otmar Hubner, do Deral.

Os produtores de soja também se animaram com o preço da soja no mercado externo, que está correspondendo a R$ 36,20 a saca nos preços pagos ao produtor. “No entanto, as sucessivas quedas na cotação do dólar em relação ao real é uma preocupação constante dos produtores”, lembrou Hubner.

O plantio do feijão da primeira safra foi o mais prejudicado pela falta de chuvas entre os meses de agosto e setembro. O Deral tinha uma expectativa inicial de ocupação de 336,6 mil hectares com o feijão. Cerca de 85% a 90% das lavouras já foram plantadas e a área ocupada deve atingir 310,2 mil hectares, que corresponde a uma redução de 24,1% em relação ao ano passado, quando foram cultivados 408,8 mil hectares com feijão da primeira safra no Estado.

Com a redução de área a produção de feijão também sinaliza para uma queda de produção. A estimativa aponta para uma colheita de 477 mil toneladas, cerca de 15% inferior à do ano passado. No entanto, como a comercialização ficou favorável ao produtor nos últimos meses, é bem possível que essa virada no mercado influencie a decisão do produtor para a segunda safra, acredita Simioni. Hoje o produtor está recebendo R$ 90,80 a saca pelo feijão de cor e R$ 67,50 a saca pelo feijão preto.

O aumento no plantio da cana-de-açúcar este ano no Paraná deverá refletir na produção de 2008, informou Simioni. Segundo o Deral, houve um aumento de 24,8% na área plantada, passando de 554,8 mil hectares na safra passada para 620,6 mil hectares este ano. A produção prevista para 2008 será 12,9% maior, passando das 46,5 milhões de toneladas que estão sendo colhidas este ano para 52,5 milhões de toneladas que serão colhidas o ano que vem. Com isso, a participação do Paraná na produção nacional salta dos atuais 8% para 9,8% o ano que vem, calculou Simioni. As informações são da assessoria de imprensa do governo do Estado do Paraná.


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