Chuvas ainda não são suficientes para apagar fogo
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Imagem: Pixabay

PANTANAL

Chuvas ainda não são suficientes para apagar fogo

As unidades de conservação, por exemplo, somaram 633 focos de calor de janeiro a 20 de setembro de 2020
Por: -Aline Merladete
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Diante das medidas ainda insuficientes para o controle do fogo no Pantanal, as expectativas para melhoria da situação recaem sobre o fim da época da seca, com o início do período chuvoso. As primeiras chuvas de setembro, entretanto, ainda não foram o suficiente para controlar o alastramento dos incêndios em Mato Grosso, como mostram as imagens de satélite em áreas protegidas da região.

O fogo segue avançando sobre o Parque Estadual Encontro das Águas, que já teve atingidos 93% de sua área total, e nos últimos dias também atingiu a Estação Ecológica Taiamã, com 27% de sua área impactada até o dia 28 de setembro, de acordo com análise das imagens realizada pelo Instituto Centro de Vida (ICV). Ilha localizada em área de encontros de águas no rio Paraguai, a área da estação ecológica teve atingidos 3,1 mil hectares do total de 11,6 mil hectares da unidade. O local abriga uma base de pesquisas da Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat), que se encontra atualmente sob risco.

“Os incêndios esse ano no Pantanal têm consumido grandes áreas em um intervalo de poucos dias”, avalia Vinícius Silgueiro, coordenador do Núcleo de Inteligência Territorial do ICV. “A situação das áreas protegidas é ainda mais crítica pois são áreas de acesso bastante limitado”, diz.

De acordo com as informações divulgadas pela assessoria, no caso da Estação Ecológica Taiamã, o acesso é somente por via aérea ou fluvial. “Isso indica a necessidade de priorização e máximo esforço no combate a essa frente de incêndio”, afirma o engenheiro florestal.

Antes disso, o Monitor de Queimadas do ICV, ferramenta interativa de monitoramento dos focos de calor no estado, apontou que as áreas protegidas atingiram recordes sem precedentes no bioma em Mato Grosso.

As unidades de conservação, por exemplo, somaram 633 focos de calor de janeiro a 20 de setembro de 2020, enquanto 2019 contabilizou 19 registros.

 

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