Chuvas melhoram armazenamento dos reservatórios da região Sul
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AVALIAÇÃO

Chuvas melhoram armazenamento dos reservatórios da região Sul

Com melhora das condições meteorológicas, hidrelétrica Foz do Chapecó (RS/SC) aumenta o limite da vazão
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A Sala de Crise da Região Sul realizou sua 12ª reunião para avaliar a situação hidrometeorológica do Sul, especialmente nas bacias hidrográficas dos rios Uruguai e Iguaçu, responsáveis respectivamente por 28% e 47% do armazenamento de água do Subsistema Sul de geração hidrelétrica. Durante o encontro, realizado por videoconferência, foram analisados tanto os impactos das chuvas observadas recentemente na região e da seca ainda presente em algumas áreas, assim como os impactos de ambos os fenômenos nos reservatórios e usos da água no Sul.

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), em sua apresentação, informou que houve uma recuperação significativa na capacidade de armazenamento das bacias que compõem o Subsistema Sul, que está com 59,8% de sua capacidade útil – exatamente 30 pontos percentuais acima do registrado em 1º de janeiro. Este é o melhor nível de armazenamento de 2020 para as bacias dos rios Iguaçu, Uruguai, Jacuí e Capivari.

Nas bacias do Iguaçu e do Uruguai, houve um aumento das vazões naturais, que são respectivamente de 65,1% e 204,5% da média de longo termo na metade de julho. De forma geral, tem sido possível manter as vazões afluentes (que chegam aos reservatórios) maiores do que as vazões defluentes (que saem deles), recuperando os estoques armazenados. De acordo com o ONS, não há reservatórios com geração hidrelétrica suspensa ou intermitente nas bacias do Uruguai e do Iguaçu, realidade diferente da registrada nos últimos meses em virtude da seca no Sul.

No caso da usina hidrelétrica Foz do Chapecó (RS/SC), na calha do rio Uruguai, a vazão defluente mínima será aumentada de 150 para 200m³/s, sendo que o patamar mais baixo vinha sendo adotado desde 15 de maio para preservar o armazenamento do reservatório no contexto de seca observada na bacia do Uruguai.

O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN) analisou as chuvas acumuladas em julho no Sul, sobretudo no Rio Grande do Sul e em parte de Santa Catarina, que, assim como em junho, foram superiores à média esperada. Para os próximos sete dias, o CEMADEN apresentou a previsão de quase ausência de chuvas em bacias importantes da região, como: Paranapanema, Paraná, Iguaçu, Uruguai e Jacuí. As precipitações devem ficar próximas à média esperada ou um pouco inferiores nas próximas semanas.

Segundo o CEMADEN, na comparação entre 23 de junho e 7 de julho, houve uma queda significativa no número de municípios do Sul com áreas agroprodutivas afetadas pela seca, passando de 273 para 45. Santa Catarina continua sendo o estado com mais municípios com áreas agroprodutivas afetadas pelo fenômeno: 39 (87% do total da região). Paraná e Rio Grande do Sul tinham respectivamente um e cinco municípios nessa situação.

Na reunião de hoje foi apresentado o Monitor de Secas, o qual é coordenado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e desenvolvido conjuntamente com diversas instituições estaduais e federais ligadas às áreas de clima e recursos hídricos, que atuam na autoria e validação dos mapas. Por meio da ferramenta é possível comparar a evolução das secas em 13 estados (todos do Nordeste, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Tocantins) em mapas mensais que podem ser visualizados em monitordesecas.ana.gov.br e pelo aplicativo Monitor de Secas, disponível gratuitamente para dispositivos Android e iOS.

Os estados do Sul foram recentemente mobilizados para entrada no programa e concluíram treinamento para tanto, estando agora na etapa de testes. A expectativa é que os mapas mensais do Paraná, do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina passem a ser publicados e disponibilizados aos tomadores de decisão e à população a partir de agosto.

A reunião da Sala de Crise da Região Sul de hoje contou com aproximadamente 60 participantes representando órgãos gestores de recursos hídricos e serviços meteorológicos do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina; órgãos federais; prefeituras; usuários de água para saneamento, navegação e indústrias; órgãos ambientais e do setor elétrico; além de instituições que realizam o monitoramento e previsão meteorológicos.

De maneira geral, houve um alívio na situação de seca na região, especialmente nas áreas mais ao Sul. Entretanto, a expectativa de pouca precipitação nas próximas semanas e os efeitos acumulados da seca nos últimos meses mantêm a necessidade de atenção à situação. A próxima reunião da Sala de Crise da Região Sul acontecerá em 6 de agosto.

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