Chuvas trazem prejuízo de R$ 5 milhões à cafeicultura mineira
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Agronegócio

Chuvas trazem prejuízo de R$ 5 milhões à cafeicultura mineira

Em Itamoji, cafezais foram atingidos por cinco chuvas de granizo em 30 dias
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Em Itamoji, cafezais foram atingidos por cinco chuvas de granizo em 30 dias. Precipitação e umidade provocaram o aparecimento da mancha aureolada

EPTV.com - Caminhos da Roça - As enchentes e os temporais deixaram prejuízos para os agricultores em pelo menos oito municípios do sul de Minas. Em Itamoji, as lavouras de café foram atingidas por cinco chuvas de granizo em 30 dias. “A perda foi muito significativa, em torno de dez sacas por hectare. Se somarmos o preço do café, dá um total de R$ 5 milhões”, diz o técnico agrícola Eurípedes Cardeal.


Em São Sebastião do Paraíso, o excesso de chuva e umidade provocaram o aparecimento de uma doença que até então era vista apenas nos viveiros de mudas. A mancha aureolada chegou aos cafezais de 37 municípios cobertos pela Cooparaíso.

A doença costuma atingir principalmente as partes mais altas da lavoura porque a bactéria se espalha pelo vento. Quando detectada no início, as chances de recuperação do cafezal são maiores. Os primeiros sinais são uma essa mancha preta no galho, perto da ponta, e as folhas começam a secar. A mancha compromete pelo menos 20% da produção.


“A doença geralmente atinge a parte produtiva. O café já está na fase de expansão, então esse fruto começa a cair e o galho começa secar totalmente. Tem lavoura que já chegou a até 40% de prejuízo” conta o engenheiro agrônomo Marcelo Moreira.

Em janeiro, o produtor viu os rios encherem e transbordarem. Estradas de terra foram cobertas pela água e pontes foram danificadas e levadas pela correnteza. Sem acesso aos currais, o leite de quatro dias teve de ser jogado fora numa comunidade rural em Conceição da Barra de Minas. Os produtores descartaram 24 mil litros.


Já em Ibituruna, o Rio das Mortes chegou a 11,5 metros acima do nível normal, deixando lavouras de milho e feijão debaixo d'água. O agricultor ficou de mãos atadas, esperando a água baixar. O produtor Antônio Donizete viu a água cobrir três dos nove hectares de milho. “Do jeito que está, vai apodrecer tudo.”

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