Ciclo longo e chuvas atrasam colheita de algodão no país
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Agronegócio

Ciclo longo e chuvas atrasam colheita de algodão no país

No Mato Grosso, que responde por mais de 50% da produção nacional, os volumes colhidos totalizam 60%, ante 68% sobre o mesmo mês de 2007
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A colheita de algodão está em ritmo lento no país, sobretudo no Mato Grosso e em Goiás, respectivamente primeiro e terceiro maiores Estados produtores nacionais. O atraso reflete as chuvas sobre as regiões produtoras e também um ciclo de desenvolvimento mais longo da pluma.


Levantamento da consultoria Safras&Mercado mostra que 58% da safra brasileira foi colhida até a semana passada - no mesmo período do ano passado 70% dos trabalhos estavam concluídos. No Mato Grosso, que responde por mais de 50% da produção nacional, os volumes colhidos totalizam 60%, ante 68% sobre o mesmo mês de 2007. No oeste baiano, segunda maior região produtora, a colheita está fluindo bem, com 55% do total concluído, ante 60% em 2007.

Mas o que mais chama a atenção dos produtores este ano é o ciclo mais longo para o desenvolvimento do algodão. "Isso tem ocorrido em regiões de maior altitude", explicou Miguel Biegai, especialista em algodão da consultoria Safras&Mercado.

Segundo Biegai, em regiões mais altas o desenvolvimento da pluma é mais lento porque as noites são mais frias. É o caso do algodão plantado em Goiás. "O algodão de regiões mais altas, onde o ciclo é longo, apresenta uma qualidade melhor, com pluma mais fina", explica.


Os Estados de São Paulo e Paraná, que começam a colheita da pluma mais cedo, a partir de março, praticamente já finalizaram os trabalhos, afirmou Biegai. No norte do Mato Grosso do Sul e na Bahia o fluxo da colheita segue em um bom ritmo. No Centro-Oeste, a colheita tem início a partir de junho.

A Safras estima que a produção nacional atinja cerca de 1,5 milhão de toneladas, praticamente os mesmos volumes do ciclo anterior. A área plantada recuou 1,6%, para 1,1 milhão de hectares. As exportações de algodão devem totalizar 700 mil toneladas, um crescimento de 40% sobre o ciclo anterior. O algodão brasileiro tem avançado em países da União Européia, mais exigentes em relação à qualidade da pluma, e também na Ásia.


Na sexta-feira, os preços do algodão fecharam em São Paulo a R$ 1,2121 a libra-peso, com recuo de 1,8% sobre a semana anterior, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A queda reflete a desvalorização das cotações da pluma na bolsa de Nova York e a valorização do real sobre o dólar. A entrada de algodão da safra nova também ajuda a pressionar as cotações.

No mercado internacional, as cotações também estão em queda, reflexo da saída dos fundos. Em Nova York, os contratos do algodão para dezembro fecharam a 67,08 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 240 pontos. No mês, os preços internacionais acumulam queda de 9,9% e recuo de 3,6% no ano. Já nos últimos 12 meses, a pluma registra alta de 11,47%.

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