Ciência garante milho nas festas juninas ao combater pragas
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Imagem: Pixabay
PLANTIO À MESA

Ciência garante milho nas festas juninas ao combater pragas

Manejo das pragas é essencial para garantir o abastecimento de um produto agrícola tão importante para a economia e, também, para as tradicionais festas juninas e julinas
Por: -Aline Merladete

Do plantio à mesa dos consumidores, o milho sofre com o ataque de inimigos mortais. De abril a julho, período da segunda safra do grão – a chamada "safrinha" ou “safra de inverno” – não é diferente. Por isso, o manejo das pragas é essencial para garantir o abastecimento de um produto agrícola tão importante para a economia e, também, para as tradicionais festas juninas e julinas.

Conforme dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), a lista de pragas que colocam em risco bolos, pães, pamonha, sorvete e até sucos não pára por aí. Outras duas espécies de lagartas, a elasmo (Elasmopalpus lignosellus) e a das folhas (Spodoptera eridania), além de uma larva, a angorá (Astylus variegatus), afetam o cultivo do milho e exigem extremo cuidado, que não acaba após a colheita.

Durante o armazenamento, o milho ainda sofre com os ataques, principalmente, do gorgulho (Sitophilus oryzae), inseto de 2,5 milímetros que consegue depositar até 400 ovos dentro dos grãos durante seus cerca de 30 dias de vida. Infestação nesse ambiente impede o consumo e pode causar a perda de toda a produção armazenada. Esse prejuízo seria gigantesco. Afinal, a "safrinha" representa o triplo da produção da safra principal, cultivada no verão. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2021, a produção foi de 77,4 milhões de toneladas de milho na segunda safra, enquanto a primeira contabilizou 26,6 milhões de toneladas.

Esses produtos fitossanitários são avaliados, reavaliados e testados em processos longos por órgãos independentes, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para que o consumidor tenha acesso a alimentos de qualidade e em abundância – "afinal, maior disponibilidade significa preço mais acessíveis", finaliza Eliane Kay.

 


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