Cientista lamenta não aprovação de OGM: “Frustrante”
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Imagem: Pixabay

ARGENTINA

Cientista lamenta não aprovação de OGM: “Frustrante”

"Com a política não posso fazer mais nada”
Por: -Leonardo Gottems
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Uma equipe argentina de pesquisadores desenvolveu sementes de trigo e soja tolerantes à seca. O HB4 é a primeira tecnologia transgênica desenvolvido inteiramente na Argentina. Porém, apesar de ter reconhecimento internacional e ser aplaudido no meio acadêmico, no país ainda não pode ser utilizado. 

“É frustrante”, define Raquel Chan, pesquisadora sênior do Conicet e professora da Universidad Nacional del Litoral (UNL). O cientista lidera o grupo de pesquisa que descobriu o gene HB4 no girassol há 16 anos, com o qual plantas - como o trigo e a soja - adquirem maior tolerância à seca, o que as transforma em lavouras mais tolerantes. 

Atualmente, e desde 2015, o Aprovação de trigo HB4 Depende do parecer da Direcção Nacional de Mercados Agrícolas. Caso endossasse a tecnologia, a Argentina seria pioneira na comercialização de uma safra com essas características.  

“Nem este governo nem o anterior fizeram uma análise com opinião positiva ou negativa. O problema é que eles não o definem e, enquanto isso, as tecnologias adormecem. O governo tem que  tomar a decisão de dizer sim ou não , ou que condicionada a este ou aquele evento, como no caso da soja ”, lamenta a especialista, que iniciou suas investigações com o objetivo de que em a mesma terra arável teria melhores rendimentos para obter mais alimentos a preços mais baixos. “Muitos detratores dessa tecnologia dizem que querem avançar em terras que não eram aráveis, mas é o contrário. A ideia é produzir mais em terras agricultáveis”, diz Chan. 

Sobre as conquistas, a bioquímica destaca: “No plano científico é maravilhoso, o trabalho é sólido e os resultados foram espetaculares na área. Tivemos um impacto internacional em países como Estados Unidos e Austrália. Temos artigos publicados e citados em periódicos internacionais. Agora com a política não posso fazer mais nada”, finaliza. 

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