Cigarrinha do milho: inseto com grande potencial de prejuízo
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Imagem: Divulgação
DANOS

Cigarrinha do milho: inseto com grande potencial de prejuízo

Ocorrência de cigarrinha nas lavouras de milho está relacionada com a época de semeadura, com as condições ambientais e com a presença de plantas hospedeiras
Por: -Aline Merladete

Por Joélen Cavinatto com supervisão de Aline Merladete.

A cigarrinha do milho (Dalbulus maidis) é um pequeno inseto com cerca de 0,5 cm de comprimento, de coloração esbranquiçada, com asas membranosas, aparelho bucal sugador e pode causar grandes prejuízos nas lavouras de milho, através de danos diretos e indiretos. 

Os danos diretos são causados pelo aparelho bucal sugador do inseto e não apresentam alto potencial de perdas. Contudo, os danos indiretos que se caracterizam pela transmissão de microrganismos denominados Mollicutes, são os principais causadores de redução de produtividade da cultura. As bactérias espiroplasma (Spiroplasma kunkelli) e fitoplasma (Maize bushy stunt phytoplasma) são causadoras do enfezamento pálido e enfezamento vermelho, respectivamente. Além dessas fitopatologias, a cigarrinha transmite também o Maize rayado fino vírus, responsável pela risca do milho. 

A ocorrência de cigarrinha nas lavouras de milho está relacionada com a época de semeadura, com as condições ambientais e com a presença de plantas hospedeiras, uma vez que as altas temperaturas favorecem a reprodução do inseto e o desenvolvimento se dá apenas em plantas da família do milho. A infestação pode ocorrer nos estádios vegetativos, porém, os sintomas são perceptíveis mais tarde, nos estádios reprodutivos, o que reafirma a importância do monitoramento da lavoura, principalmente na região do cartucho. 

Os enfezamentos causam diversos danos às plantas, entre eles estão a má formação de espigas, deficiência no sistema radicular, desordem de perfilhamento, acamamento e aumento da suscetibilidade ao ataque de outros fitopatógenos e consequentemente, drástica redução na produtividade. 

Para evitar ou minimizar os prejuízos, é importante que o produtor elimine plantas de milho tiguera ou voluntário, que são aquelas que permanecem na área de cultivo após a colheita, observe o zoneamento agrícola, escolha materiais genéticos tolerantes ou resistentes, adote o tratamento de sementes, realize monitoramento desde o início do ciclo e utilize inseticidas de forma assertiva. 
 


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