O clima deve permanecer seco para as próximas semanas e essa bolha de calor traz novas movimentações positivas para o milho na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Ondas de calor colocam temor sobre o clima nos próximos dias, o que pode ter motivado as movimentações. Também na esteira dos acontecimentos, um dólar pouco mais fraco, fechando o dia a R$ 4,976 na venda”, comenta.
“Entretanto, e devido à pouca movimentação, não é de se ignorar de que o movimento foi simplesmente de realização de lucro, aproveitando ganhos obtidos em posições de curto prazo. Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em alta: o vencimento de março/24 foi de R$ 63,47 apresentando alta de R$ 0,07 no dia, alta de R$ 0,81 na semana; maio/24 fechou a R$ 63,76, alta de R$ 0,97 no dia, alta de R$ 5,43 na semana; o vencimento julho/24 fechou a R$ 62,77, alta de R$ 1,23 no dia e alta de R$ 5,40 na semana”, completa.
Na Bolsa de Chicago o milho fechou de forma mista de olho na nova safra norte-americana. “A cotação de março24, referência para a nossa safra de verão, fechou em baixa de -0,58 % ou $ -2,50 cents/bushel a $ 426,50. A cotação para maio24, fechou em baixa de -0,11 % ou $ -0,50 cents/bushel a $ 441,25”, indica.
“O mercado parece ter desacelerado o apetite pelo cereal nas duas últimas sessões. Sem grandes novidades, o mercado olhou para as projeções da nova safra americana e as condições de umidade do solo no país antes do plantio que se aproxima. Com isso as cotações mais próximas fecharam em leve baixa refletindo os altos estoques atuais e as cotações mais longas fecharam em leve alta considerando as condições secas para o plantio da nova safra”, conclui.