Citros podem ser alternativa para os produtores de Júlio de Castilhos/RS

Agronegócio

Citros podem ser alternativa para os produtores de Júlio de Castilhos/RS

O cultivo de citros de mesa sem sementes pode ser uma opção alternativa de agregação de renda diferenciada para os produtores de pêssego da região
Por: -Janice
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O cultivo de citros de mesa sem sementes pode ser uma opção alternativa de agregação de renda diferenciada para os produtores de pêssego da região. Esse foi o recado transmitido para cerca de 60 pessoas, dentre produtores, técnicos agrícolas e estudantes, que participaram do Dia de Campo sobre “Produção de citros sem sementes na propriedade de base familiar”, realizado na quinta (25), na propriedade do agricultor Pedro Cavallin, na Colônia Júlio de Castilho.

“A safra de citros não coincide com a do pêssego, existe demanda por citros de qualidade tanto na região quanto em outros Estados brasileiros, além do que a localidade possui solo e clima adequados para a produção de frutas de qualidade”, argumentou o pesquisador da Embrapa Clima Temperado, Roberto Pedroso de Oliveira.

Na ocasião, além de serem incentivados a aumentar a área de cultivo de citros na região, os participantes conheceram as duas novas cultivares de citros: BRS Fino e a BRS Minneola, desenvolvidas pela Embrapa Clima Temperado e recentemente lançadas. Pedroso explicou que a BRS Fino é um limoeiro verdadeiro, do grupo Siciliano e a BRS Minneola se refere a um tangeleiro (híbrido), resultante do cruzamento controlado entre um pomeleiro e uma tangerineira. “Ambos os frutos têm maturação de meia-estação e apresentam excelente qualidade para consumo in natura”, disse. Segundo ele, a BRS Fino é uma cultivar altamente produtiva e dependendo das condições de cultivo, a produção anual média atinge 50 toneladas por hectare; enquanto a BRS Minneola é uma cultivar medianamente produtiva já que, dependendo das condições de cultivo, a produção anual média atinge 20 toneladas por hectare. Porém, depois de colhidos, seus frutos podem ser conservados por até um mês, sob condições controladas de refrigeração.

Outras cultivares lançadas a mais tempo pela instituição também foram enfocadas. “Explicamos aspectos relacionados a quatro cultivares de laranja (Navelina, Salustiana, Lane Late e Navelate) e cinco de bergamota (Okitsu, Marisol, Clemenules, Nova e Ortanique), que se diferenciam pela ausência de sementes nos frutos e ampliação do período de colheita, contribuindo para o aumento da renda dos produtores”, explicou Luiz Migliorini, da Emater-RS.

Além de fornecer esclarecimentos sobre o manejo do pomar, o controle das principais doenças e a eficiência econômica da produção de citros também foram assuntos abordados. O evento contou com palestras proferidas pelos pesquisadores da Embrapa Clima Temperado: Bernardo Ueno, João Carlos Madail e Roberto Pedroso de Oliveira e dos extensionistas da Emater-RS: Luiz Migliorini e Roberto Simch.

As atividades foram uma parceria entre Embrapa Clima Temperado, Emater-RS, Ministério do Desenvolvimento Agrário, Sindicato dos Trabalhadores Rurais e da Secretaria Municipal do Desenvolvimento Rural. As informações são da assessoria de imprensa da Embrapa Clima Temperado.


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