Clima adverso provoca perdas de mudas de tabaco

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Clima adverso provoca perdas de mudas de tabaco

Clima do último mês de julho, principalmente da segunda quinzena, que foi chuvoso e com baixas temperaturas, não favoreceu as culturas de inverno
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O clima do último mês de julho, principalmente da segunda quinzena, que foi chuvoso e com baixas temperaturas, não favoreceu as culturas de inverno, e dificultou o início do plantio das principais culturas de verão, como o tabaco por exemplo. Além disso, a pouca luminosidade, ausência de sol e de calor e a alta umidade relativa do ar, favoreceram o ataque de fungos às mudas de tabaco que são produzidas em bandejas, no sistema floating.

Morador de Centro Linha Brasil, o casal Roni e Reni Freese, está entre os fumicultores que tiveram perdas de mudas e acredita que a mortandade atingiu 50%, ou seja, 30 mil do total de 60 mil que havia semeado e que seriam plantados na safra atual. Quando percebeu o apodrecimento, o fumicultor chamou o orientador da integradora, que confirmou as causas, sendo a principal, o ataque de um fungo. 'Sempre plantei tabaco e nunca tive perdas das mudas com esta intensidade como este ano', conta. Para suprir a falta, Freese adquiriu mudas de um vizinho, que produziu uma quantia a mais e acredita que vai precisar comprar mais. Até o momento, plantou a metade do total que nesta safra vai somar 60 mil e estima que vai encerrar o plantio no início de setembro.

Procura

As perdas aumentaram em mais de 100% a procura por mudas do viveirista Laércio Padilha, de Linha Brasil. Ele conta que vendeu para produtores de diversas localidades de Venâncio Aires e de municípios da região, como Santa Cruz do Sul e Boqueirão do Leão e tem encomendas para setembro e até o fim de outubro. Há três anos, ele produziu 1,8 milhão de mudas. No ano passado, foram 1,150 milhão e este ano, com a alta procura, Padilha acredita que vá produzir em torno de 1,5 milhão, número que poderá ser maior, pois tem parceria com as empresas, que suprem a demanda de seus integrados.

Recomendações

Embora os técnicos da Emater/RS-Ascar não prestem assistência técnica aos fumicultores - o que é feito pelos orientadores das tabacaleras, o chefe do escritório municipal e engenheiro agrônomo Vicente Fin, afirma que foi procurado por diversos produtores que têm ou tiveram estes problemas.

Ele lembra que quando da contratação da safra, as empresas incluem produtos específicos para o controle das doenças. 'Sempre que isto ocorrer, os fumicultores devem procurar o seu orientador para utilizar os produtos recomendados e, de preferência, que façam o controle preventivo pois a grande maioria dos produtos têm cobertura por 14 dias. Quando as condições climáticas são favoráveis, o correto é aplicar o fungicida a cada 15 dias de forma preventiva', recomenda.

Com a volta do sol, a tendência é que reduza de forma significativa - não por completo, a incidência destes fungos nas mudas de tabaco, pois uma vez ele instalado, é necessário fazer o controle. O ideal é que ocorram seis dias seguidos de sol e calor, intercalados com uma boa chuva. 'O problema é que antes havia uma lâmina contínua de água sobre a folha e alta incidência de umidade.'

Mesmo com as perdas das mudas, mantemos a esperança de colhermos uma safra cheia. É o que mais esperamos.'

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