Na Bolsa de Chicago, a soja fechou em alta com vendas externas e clima no Brasil, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “O contrato de soja para janeiro24, a próxima data negociada nos EUA, fechou em alta de 0,50 %, ou $ 6,50 cents/bushel a $ 1314,00”, comenta.
“A cotação de maio24, referência para a safra brasileira, fechou em alta de 0,37 % ou $ 5,00 cents/bushel a $ 1345,25. O contrato de farelo de soja para janeiro fechou em alta de 0,37%ou$ 1,5 ton curta a $ 403,7 e o contrato de óleo de soja para dezembro fechou em baixa de -0,64 %ou $ -0,32/libra-pesos $ 49,51”, completa.
A oleaginosa conseguiu uma leve recuperação, após duas quedas seguidas, com o anúncio de uma venda de 400 mil toneladas de soja para um destino não revelado e com a previsão de tempo mais seco no Brasil nos próximos dias, principalmente nas regiões onde há déficit hídrico. “O contraponto, que impediu uma alta efetiva, foram os números tímidos de exportação, muito próximos do mínimo esperado.
O mercado esperava vendas semanais entre 900 mil e 1,8 milhão de toneladas, mas o USDA informou 1,084 milhão de toneladas de soja vendidas na semana encerrada dia 7 de dezembro. Uma queda de 23%em relação à semana anterior. As vendas de farelo de soja foram as maiores em 7 semanas. Apesar das 325.839 toneladas estarem dentro do esperado pelo mercado, foi um fator positivo para o mercado”, indica.
“Dado que a agricultura representa 6,44% do PIB da Argentina, a experiência econômica de Milei pode forçar a administração a reexaminar a desvalorização da moeda para agricultores e exportadores. As exportações agrícolas são uma importante fonte de receitas para a economia argentina e muitos agricultores argentinos retiveram as vendas para se protegerem contra inflação elevada durante o ano passado”, conclui.