Clima facilita disseminação da ferrugem nos EUA

Agronegócio

Clima facilita disseminação da ferrugem nos EUA

Teme-se que esporos do fungo possam se alastrar da Flórida a outros estados da costa atlântica
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O Centro Americano de Previsões de Doenças das Plantas, da Universidade Estadual da Carolina do Norte, adverte que as atuais condições climáticas criaram ambiente favorável para a disseminação do temível fungo da ferrugem asiática da soja (Phakospora pachyrhizi) nos Estados Unidos. Teme-se que esporos do fungo possam se alastrar da Flórida a outros estados da costa atlântica, alcançando até a Carolina do Norte.

Uma previsão sobre a ferrugem da soja emitida pelo Centro disse que um sistema de tempestades, que atualmente se encontra sobre o estado de Arkansas, produzirá calor e clima úmido em todo o Sudeste do país até a metade da semana, ideal para a sobrevivência e a difusão pelo ar do patógeno.

"Os céus nublados e a chuva criarão condições favoráveis para a sobrevivência e a deposição do esporo", disse a agência, prevendo especificamente um "risco fortemente moderado" (ou seja, 60-80% de possibilidades) de ataque da ferrugem a plantas vulneráveis localizadas ao longo da costa da Geórgia, leste da Carolina do Sul, e centro da Carolina do Norte.

Até o momento, a praga devastadora - que provoca a rápida queda das folhas da soja e pode resultar em prejuízos para a safra de 80 a 90%, se não for controlada com fungicidas - se restringiu ao kudzu, erva daninha leguminosa de origem paraguaia (Pueraria lobata), hospedeira alternativa do fungo causador da ferrugem asiática. Até hoje, o fungo foi encontrado em apenas três condados da região centro-ocidental da Península da Flórida. Ainda não foram registrados ataques de ferrugem propriamente à soja. Com as condições climáticas favoráveis à disseminação dos esporos, teme-se que a praga possa sobreviver não só na soja, mas em quase 100 outras plantas hospedeiras.

O Departamento da Agricultura dos Estados Unidos (Usda) calcula os potenciais prejuízos econômicos para os produtores de soja entre US$ 640 milhões a US$ 1,3 bilhão nesta estação, dependendo da gravidade e da extensão do contágio.


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