CNA apoiará Itamaraty na promoção do agronegócio brasileiro
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Agronegócio

CNA apoiará Itamaraty na promoção do agronegócio brasileiro

Senadora Kátia Abreu faz a primeira de uma série de palestras para diplomatas na embaixada brasileira nos Estados Unidos
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Senadora Kátia Abreu, presidente da CNA, faz a primeira de uma série de palestras para diplomatas na embaixada brasileira nos Estados Unidos
Washington D.C – A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, apresentou a diplomatas brasileiros, nessa quarta-feira, na Embaixada do Brasil, em Washington, nos Estados Unidos, as principais demandas do setor, que serão em breve apresentadas ao Governo brasileiro, com destaque para a melhoria de infra-estrutura, segurança jurídica, marcos regulatórios, logística e desoneração fiscal. Ela conversou com os diplomatas baseados na capital norte-americana e com o embaixador do Brasil nos EUA, Mauro Vieira, sobre como a CNA e as representações brasileiras no exterior podem construir apoio mútuo na promoção dos produtos agrícolas e pecuários em todo o mundo.

Segundo a presidente da CNA, a prioridade para a infra-estrutura de escoamento da produção inclui propostas concretas para facilitar o investimento privado em hidrovias e na construção de portos do tipo privado misto. “Hoje, 65% da carga nacional são transportados em rodovias. Nos EUA, a taxa é de apenas 32%. Hidrovias só escoam 8% da carga brasileira, enquanto nos EUA são responsáveis por 25%. Uma tonelada de grãos, transportada por mil quilômetros de rodovias, custa US$ 42, enquanto em hidrovias seriam necessários US$ 18. Isso tem sido um desastre para nós em termos de competição internacional“, afirmou a presidente da CNA.

A senadora também levará ao Governo projeto para implementar um selo de qualidade para a produção nacional, que vem sendo preparado há três anos. “A CNA trabalha para mostrar que nossa comida tem qualidade e segurança. Lutamos para melhorar leis ambientais e sociais, para que possamos estar integralmente no cumprimento da legislação“, disse a senadora. Ela destacou que o setor representa um terço dos empregos no Brasil e sustenta há quase duas décadas o saldo positivo da balança comercial brasileira. Mostrou, também, a expansão e as possibilidades dos mercados para os quais o Brasil exporta – a Ásia, por exemplo, que em 1997 representava 24% do destino das exportações, hoje chega a 32%.

Durante a exposição, a presidente da CNA mostrou, ainda, como o País conseguiu incrementar exponencialmente a produção agrícola sem aumentar o desmatamento, um dos mitos que cercam o setor no exterior. “A tecnologia é, hoje, a base do desenvolvimento da agropecuária brasileira“, afirmou a senadora. “Aumentamos em 150% nossa produtividade por hectare em 35 anos. Isso permitiu manter intocados 70 milhões de hectares, e seguimos preservando 61% da nossa mata nativa.“ O programa de agricultura de baixo carbono brasileiro, que faz uso da técnica do plantio direto (sem uso de tratores para arar a terra) e assim ajuda a preservar o carbono no solo, também mereceu atenção especial. A senadora Kátia Abreu afirmou que ao menos 60% das lavouras nacionais usam plantio direto e que é preciso expandir o crédito ao produtor para aumentar essa taxa de utilização. O tema é de grande importância no exterior, já que o País defende a remuneração internacional pelos estoques de CO2 nacionais.

A senadora lembrou que a comunidade internacional se recusa a remunerar os estoques naturais de CO2 no Brasil – que chegam a 49 milhões de toneladas. “Com os 61% de matas que não desmatamos, temos o maior estoque do mundo. Somos o único País que abre mão de desmatar terras aptas e férteis, que poderiam ser usadas para agricultura e pecuária.“ Além disso, estimativas mostram que, no ritmo atual, o Brasil alcançará as metas de redução de 80% (em relação a 2004) do desmatamento do bioma da Amazônia em dois anos – bem antes do prazo de 2020.

Harvard - A visita da senadora aos EUA continua nessa quinta-feira (9/2), com palestra sobre os cenários de crescimento da agropecuária brasileira - produção e sustentabilidade, no David Rockefeller Center for Latin American Studies, da Universidade de Harvard, em Cambridge, Massassuchets. Participam do encontro professores e alunos do Programa de Estudos Brasileiros de Harvard e do Massassuchets Institute of Technology, MIT, reunidos para debater os desafios do agronegócio brasileiro para alimentar o mundo de forma sustentável. O workshop foi organizado pelos professores Aldo Musacchio, da Harvard Business School, e o professor Ben Schneider, do MIT. Na sexta-feira, 10, a senadora Kátia Abreu se encontra com o professor Daniel P. Sharag, diretor do Harvard University Center for the Environment, assessor do Presidente Barack Obama e do ex-vice-presidente Al Gore, considerado um dos maiores especialistas do mundo em mudança climática.

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