Com queda na produção, colheita da cebola inicia em SC
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Agronegócio

Com queda na produção, colheita da cebola inicia em SC

O sol e o ar seco, permitem a colheita e preparo dos bulbos de forma rápida
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A colheita de cebola iniciou em novembro na região de Ituporanga com as condições climáticas favoráveis. O sol, e o ar seco, permitem a colheita e preparo dos bulbos de forma rápida.

O fato negativo é a grande incidência de bulbos florescidos, que em algumas lavouras, ultrapassa 50%, segundo o informativo agropecuário do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Cepa), da Epagri.

O bulbo florescido, o chamado "capitão", quando comercializado, obtém preços muito inferiores aos bulbos normais. As cultivares colhidas são as superprecoces que representam cerca de 10% da área cultivada no Estado. Sua produção está concentrada nas áreas mais baixas (inferior a 500 metros de altitude) do Alto Vale do Itajaí.


Venda

A comercialização também iniciou, recebendo os produtores cerca de R$ 0,50/kg pela cebola de classe 3. A expectativa é de melhoria dos preços em função do encerramento gradual das safras de São Paulo, Minas Gerais e do Nordeste.

As importações de cebola da Holanda e Espanha, também atrapalharam, apesar das pequenas quantidades adquiridas. Em setembro e outubro, segundo a Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC/Secex) foram importadas apenas 1.430 toneladas.

Todavia, importações, independente da quantidade, afetam o mercado nacional. Havia expectativa de falta de produto e de elevação dos preços, o que efetivamente não ocorreu.

Assim, os importadores amargaram prejuízos, pois a cebola chega aos portos brasileiros a R$ 0,80/kg, bem acima do que recebem os produtores brasileiros, segundo Daniel Schmitt, engenheiro agrônomo responsável pelo relatório.

Queda na produção

Avaliações preliminares feitas pelos técnicos e lideranças do setor ceboleiro consideram que já é possível estimar uma queda mínima de 20% na produção catarinense deste ano em relação à safra anterior. A produção será menor em função da diminuição da área cultivada em aproximadamente 11% (dados do IBGE).


O atraso no transplante, o florescimento dos bulbos, o excesso de chuva e a falta de luz em agosto/setembro, bem como a pequena estiagem em novembro, também contribuem para a redução na produtividade das lavouras. A colheita será menor, mas em compensação, os bulbos menores são de excelente qualidade. Isso permitirá a armazenagem por período mais longo e o escalonamento das vendas.

Colheitas

No Rio Grande do Sul, as primeiras colheitas iniciam na segunda quinzena de novembro e também haverá perdas na produção em função de condições climáticas desfavoráveis. No Paraná a colheita inicia em dezembro e as dificuldades são as mesmas de Santa Catarina: florescimento e atraso no desenvolvimento das lavouras.


Na Argentina, principalmente na região de Bahia Blanca (que tradicionalmente exporta para o Brasil) a área semeada é similar ao ano anterior. Todavia, perdas de algumas áreas são relatadas em função da salinização do solo

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