Comissão de lácteos encerra o ano com debate sobre o Conseleite
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Imagem: Marcel Oliveira
CONSELEITE

Comissão de lácteos encerra o ano com debate sobre o Conseleite

CT de Bovinocultura de Leite da FAEP se reuniu de modo remoto
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A Comissão Técnica de Bovinocultura de Leite realizou nesta quarta-feira (9) a reunião de encerramento do ano de 2020. O tema principal do encontro foi o Conseleite Paraná, que tem sido de crucial importância para fornecer parâmetros financeiros para todo o setor de lácteos. Seu papel foi ainda mais evidenciado neste ano, por conta das oscilações sem precedentes provocadas pela pandemia do novo coronavírus. O evento, inclusive, foi realizado via videoconferência online, seguindo as recomendações das autoridades sanitárias.

Ronei Volpi, presidente da CT, agradeceu a presença dos mais de 30 participantes e também à agilidade da diretoria da FAEP em organizar o encontro, que foi solicitado pelos produtores. “Foi possível fazermos uma atualização com os participantes da Comissão, pois sempre há troca nos membros e nada melhor do que sentarmos e fazermos um debate transparente sobre como são feitos todos os cálculos. Vamos começar 2021 com mais clareza sobre o funcionamento desse conselho que, mais do que nunca, tem sido primordial para os produtores”, disse Volpi.

Os participantes puderam ter uma síntese de todo o processo de geração dos números do Conseleite. O órgão é paritário, ou seja, formado pelo mesmo número de representantes da indústria e dos produtores rurais. Seu principal objetivo é buscar soluções conjuntas, em concordância entre os seus membros, para problemas comuns do setor lácteo paranaense. Do conselho sai o preço de referência da matéria prima leite, um importante indicador de como está caminhando o setor como um todo.

A reunião contou com uma apresentação feita pelos professores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Vânia Guimarães e José Roberto Canziani, responsáveis pela metodologia e sistematização dos dados há 20 anos. Eles trataram de fatores como coleta, junto às indústrias, aplicação da metodologia e instrumentos de análise existentes para evitar distorções nos cálculos. Eles enfatizaram que há uma série de mecanismos para a certificação de que os dados reflitam a realidade do campo e das indústrias de forma mais fidedigna possível.

Logo após a apresentação, houve um debate entre os participantes. Sidiclei Risso, do Sindicato Rural de Marmeleiro, no Sudoeste do Paraná, levantou a questão de que o conselho tem sido fundamental para os produtores do Estado. “Minha única fonte de renda é o leite, tenho 200 vacas em lactação e tem oito anos que estou no negócio. Precisamos considerar que uma metodologia não é baseada em achismo, mas em ciência. Imagina se não houvesse o Conseleite, não teríamos parâmetro nenhum de referência”, analisou o produtor.

Membro da CT, Elson Castro Tamaio Júnior, de Umuarama, no Noroeste do Paraná, compartilhou que participou dois anos atrás de uma reunião que teve uma explanação parecida sobre o Conseleite. Ele lembra que isso proporcionou uma série de novas conexões para ele e inclusive o convite a outros produtores para se engajarem no conselho. “A partir daquela apresentação ganhei muita bagagem para discussão nos grupos de Whatsapp dos produtores. Então olha como foi rico aquele momento, resultou em mais participantes, porque não adianta termos só ouvintes”, refletiu.

Os demais produtores presentes na reunião corroboraram as falas dos dois participantes e se comprometeram a levar as informações debatidas durante a reunião para suas bases nos Sindicatos Rurais.


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