Como a pecuária pode armazenar carbono?
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Imagem: Pixabay
MEIO AMBIENTE

Como a pecuária pode armazenar carbono?

A resposta pode vir da Argentina
Por: -Leonardo Gottems

A sustentabilidade dos sistemas pecuários está em discussão. É que, nos últimos tempos, o foco tem sido nas emissões de gases de efeito estufa (GEE), principalmente devido às altas emissões de metano do setor. Nesse contexto, uma equipe de pesquisa do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA), da Argentina, compartilha estratégias que promovem o armazenamento de carbono para compensar as emissões, no âmbito de um projeto Fontagro.

Paola Eclesia, especialista do INTA Paraná, destacou o papel da floresta natural El Espinal, onde se desenvolvem sistemas de pecuária no norte de Entre Ríos. “Esses ambientes têm grande potencial para sequestro de carbono na matéria orgânica do solo”, disse ele.

O pesquisador explica que é difícil reduzir as emissões de dietas de melhor qualidade, pois a base alimentar é o campo natural. “Na pecuária, algumas estratégias viáveis ??poderiam ser apontadas na melhoria da qualidade da forragem a partir da implantação de pastagens e / ou no aproveitamento do campo natural com espécies altamente digestíveis, no aumento da produtividade da carne a partir do melhoramento da eficiência reprodutiva, mas também na compensação das emissões do sequestro de carbono na biomassa e no solo”, comenta.

As plantas capturam dióxido de carbono do ar, armazenam-no na biomassa vegetal e, à medida que o material vegetal morre, ele é decomposto pelos microrganismos do solo, que incorporam parte desse carbono à matéria orgânica do solo. No caso da pecuária, parte do material vegetal consumido retorna ao solo a partir das fezes e da urina, sendo posteriormente também decomposto por microrganismos.

Para planejar um maior sequestro de carbono, o pesquisador reconheceu que uma das estratégias seria tentar aumentar o sequestro, aumentando a renda ou minimizando as perdas, e isso poderia ser viável considerando o manejo do pastejo. “É um processo lento, porém podemos monitorar pequenas mudanças nas frações mais lábeis da matéria orgânica, como a matéria orgânica particular, por ser uma fração mais sensível às mudanças de manejo que ocorrem no meio. termo ”, explicou Eclesia.
 


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