Como foi a semana de commodities
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Agronegócio

Como foi a semana de commodities

Fatores técnicos pressionaram as commodities agrícolas
Por:
por Gilda Bozza, economista do DTE/FAEP

Mercado externo
No início da semana, fatores técnicos pressionaram os preços das commodities agrícolas, no período de 15 a 18.10, na Bolsa de Chicago. Os grãos operaram no vermelho, alavancados pelo forte movimento de liquidação de posição, principalmente no mercado da soja. Já na quarta-feira reverteu a situação e se consolidou na quinta-feira. A irregularidade das chuvas no Centro-Oeste brasileiro já começa a preocupar o mercado que antecipa a possibilidade de atraso no plantio. A safra norte-americana maior e o prognóstico de safra recorde na América do Sul foram variáveis que pressionaram os preços para baixo.

Soja: no relatório de outubro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos – USDA, a produção norte-americana de soja na safra 2012/13 foi reavaliada para 77,84 milhões de toneladas contra 71,69 milhões de toneladas do relatório de setembro. O mercado trabalhava com um número próximo de 75 milhões de toneladas. A produtividade estimada em 2.540 kg por hectare (37,8 bushel/acre), resultado das chuvas ocorridas em agosto que ajudaram a melhorar o índice, anteriormente previsto em 2.372 kg por hectare (35,3 bushel/acre). 

Os estoques finais norte-americanos foram reajustados para 3,53 milhões de toneladas. As exportações norte-americanas foram retificadas para cima, previstas em 34,29 milhões de toneladas. A relação estoque/consumo norte-americano é de 4,4%. Já a produção mundial passou de 258,13 milhões para 264,28 milhões de toneladas.
Para o Brasil a previsão de produção é de 81 milhões de toneladas e para Argentina de 55 milhões de toneladas. Os Estados Unidos, Brasil e Argentina respondem por 81% da produção mundial de soja. A colheita norte-americana do grão prossegue acelerada e alcança 71% da área estimada.

O movimento de realização de lucros trouxe os preços da soja para patamares abaixo de US$ 16,00 por bushel. Na quinta-feira (18), pelo segundo dia consecutivo, os preços reagiram com os fundos voltando a comprar e alavancados pelos fatores fundamentais (estoques ajustados e demanda crescente). Com isso, os futuros para novembro fecharam a US$ 34,08 por saca, ganho de US$ 0,81 por saca. Para março/13 o referencial foi de US$ 33,51 por saca. O ganho semanal, apesar do sobe e desce foi de US$ 1,18 por saca.


Milho: o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos - USDA reavaliou a produção mundial para 839,02 milhões de toneladas contra 841,06 milhões de toneladas constantes do relatório de setembro. Os estoques finais foram retificados de 123,95 para 117,27 milhões de toneladas.

O USDA prevê a safra norte-americana de milho em 271,94 milhões de toneladas, contra a previsão inicial de 375 milhões de toneladas. Já a produtividade média ficou em 7.649 kg por hectare (122 bushel/acre), resultado dos efeitos da maior seca que atingiu o país nos últimos 50 anos. Os estoques finais da safra 12/13 foram reajustados de 18,6 milhões para 15,7 milhões de toneladas, os menores estoques desde 1996 e com uma relação estoque final/consumo de 5,6%. A colheita nos Estados Unidos alcança 79% da área prevista.

Para o Brasil, o relatório manteve a estimativa de produção em 70 milhões de toneladas e para a Argentina de 28 milhões de toneladas. As exportações brasileiras de milho deverão poderão atingir 17,5 milhões de toneladas, sendo que até setembro somam 9,4 milhões de toneladas.

Os futuros para dezembro/12 foram negociados a US$ 17,97 por saca, correspondente a R$ 36,43 por saca, alta de US$ 0,37 por saca em relação ao preço da quarta-feira (US$ 17,60 por saca). Para março/13 o referencial foi de US$ 17,94 por saca, equivalente a R$ 36,37 por saca. A variação foi positiva em US$ 0,56 por saca.

Trigo: A produção mundial de trigo na safra 2012/13 foi estimada em 653,05 milhões de toneladas contra 658,73 previstas no relatório de setembro. Já os estoques finais passaram de 176,71 milhões para 173,70 milhões de toneladas. O consumo mundial foi estimado em 678,22 milhões de toneladas. A relação estoque final/consumo é de 25,6%. Os Estados Unidos têm previsão de produção de 61,76 milhões de toneladas e exportações previstas em 31,3 milhões de toneladas.

O USDA manteve a produção brasileira em 5 milhões de toneladas e as importações em 7 milhões de toneladas, com estoques finais de 1,26 milhão de toneladas. Na Argentina a safra 2012/13 está estimada em 11,5 milhões de toneladas e exportações foram mantidas em 5,5 milhões de toneladas. Para os países anteriormente pertencentes à União Soviética (entre eles a Rússia, Cazaquistão e Ucrânia), o relatório reajustou a produção de 78,96 milhões para 77,71 milhões de toneladas. A Rússia tem previsão de 38 milhões de toneladas. Para o Cazaquistão, a previsão é de 10,5 milhões de toneladas e para a Ucrânia estimativa de 15,5 milhões de toneladas.

O período analisado foi de volatilidade, alternado altos e baixos. Na quinta-feira (18), na Bolsa de Chicago, os contratos dezembro/12 encerraram o pregão a US$ 19,14 por saca, um ganho de US$ 0,25 por saca, relativamente ao preço da quarta-feira de US$ 18,89 por saca. Para março, o referencial foi de US$ 19,44 saca. O ganho semanal foi de US$ 0,43 por saca.

Mercado Interno
Consoante divulgado pela Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento – SEAB, o plantio da soja no Estado soma 30% da área, com comercialização antecipada de 34%. Conforme Safras & Mercado, no Brasil foram semeados 9%, haja vista a falta de chuvas regulares. Ainda de acordo com Safras & Mercado, segundo levantamento efetuado, no entorno de 46% da produção brasileira já foi comercializada, ou seja, um volume de 37,85 milhões de toneladas Os preços paranaenses experimentaram volatilidade, com cotação média, na quinta-feira, de R$ 67,54 por saca. No período, a variação foi positiva em R$ 0,60 por saca.

Quanto ao milho, o plantio no Paraná alcança 78% da área prevista e tem 11% de comercialização antecipada. O preço médio apurado pela SEAB foi de R$ 24,75 por saca. A variação, no período, foi positiva, em R$ 0,21 por saca. No Brasil, já foram semeados 31% da área prevista.

Para o trigo, a área colhida é de 72% e tem 22% da produção comercializada. No Paraná, o preço médio foi de R$ 33,89 por saca. Para o trigo, a variação foi negativa em R$ 0,52 por saca, conforme demonstrativo.


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