Como foi a semana de commodities
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Agronegócio

Como foi a semana de commodities

A notícia de liberação na UE da importação de milho transgênico, impulsionou os preços
Por:
Por Gilda Bozza, economista do DTE/FAEP
 
Mercado externo

A semana começou positiva para as commodities agrícolas na Bolsa de Chicago. No caso da soja, diferentes fatores influenciaram os preços internacionais, a saber: quadro mundial de oferta, demanda e estoques; fase final da colheita do grão nos Estados Unidos, a questão climática na América do Sul, com possibilidades de atraso no plantio por conta das chuvas irregulares e por último, mas não menor importante, o desenrolar da crise europeia.

A ausência de novidades mais consistentes deixa o mercado mais relaxado e novamente, na quinta-feira (25), o movimento de realização de lucros provocou queda, após dias de operar no azul.

Soja

As chuvas irregulares, principalmente no Centro Oeste brasileiro (falta de umidade no solo), começam a acender a luz vermelha no mercado porquanto poderá ocorrer atraso no plantio. O plantio e clima na América do Sul são o foco do mercado. O relatório de Safras & Mercado traz a previsão da produção brasileira na safra 2012/13 de 82,47 milhões de toneladas e produtividade média estimada em 3.024 kg por hectare. Qualquer notícia a respeito do clima no Brasil e na Argentina influenciará diretamente nos preços na Bolsa de Chicago.

O desempenho dos preços internacionais do grão, na Bolsa de Chicago, no período 22 a 25.10.12 foram de alta, chegando a alcançar, na quarta-feira (24) o patamar de US$ 34,63 por saca, o mais alto no decorrer de outubro. Na quinta-feira, com a realização de lucros, os preços recuaram fechando novembro/12 a US$ 34,49 por saca, queda de US$ 0,14 por saca.

Milho

Para o milho, a notícia de liberação na União Europeia da importação de milho transgênico, impulsionou os preços. Os contratos para dezembro foram negociados a US$ 17,98 por saca. Já para março/13 o referencial foi de US$ 17,79 por saca. A colheita norte-americana alcança 87% do previsto. Na quinta-feira (25) os preços indicaram queda, operando no vermelho, com dezembro/12 cotado a US$ 17,53, recuo de US$ 0,30 por saca,pressionados pela queda nas exportações semanais norte-americanas.

Trigo

A notícia vinda da Ucrânia de suspensão das exportações de trigo impulsionou os preços na Bolsa de Chicago. O receio de falta do cereal no mercado interno levou à adoção da medida. O governo estabeleceu uma meta de 5 milhões de toneladas para serem exportadas. Com isso, os futuros para dezembro fecharam a US$ 19,50 por saca. Após dias de alta nas cotações, o trigo voltou a operar em baixae fechou a quinta-feira, cotado a US$ 19,26 por saca.

Mercado Interno

O preço médio da sojalevantado pela SEAB foi de R$ 69,45 por saca, um ganho no período de R$ 1,02 por saca. Já em outubro, o grão mostra uma variação negativa de R$ 0,45 por saca. No caso do milho, o período foi deganho, com preço médio de R$ 25,17 por saca. Para o trigo, a colheita aponta 75% realizada e uma comercialização de 22%. O cereal registra um aumento de 34% em relação a outubro de 2011. Preço médio de R$ 33,80 por saca.

Exportações do Agronegócio Paranaense

As exportações totais do Paraná, no acumulado janeiro-setembro de 2012, passaram de US$ 13,18 para US$ 13,35 bilhões, o que significa um pequeno acréscimo de 1,2% As importações somaram US$ 14,40 bilhões. O dólar mais baixo favorece as importações, notadamente de produtos de maior valor agregado. Com isso, o saldo da balança comercial paranaense foi deficitário em US$ 1,05 bilhão.

Os dados da Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) do Ministério da Agricultura (MAPA) mostram que de janeiro a setembro de 2012, as exportações do agronegócio paranaense decresceram e passaram de US$ 9,78 para US$ 9,77 bilhões, resultado da queda nas receitas do complexo soja, carne e sucroenergético.

Por outro lado, as exportações de produtos florestais e milho garantiram bons resultados. A participação do agronegócio paranaense nas exportações totais do Paraná representa 73%. Os principais agregados (complexo soja, carnes, sucroenergético, produtos florestais) somam US$ 8,07 bilhões, significando 83% da pauta das exportações do agronegócio estadual. O Paraná ocupa a terceira posição nas exportações brasileiras do agronegócio, com uma participação de 13,7%, após os estados de São Paulo e Mato Grosso.

No período em análise, o complexo soja (grão, farelo, óleo bruto e óleo refinado), apontou uma pequena redução na receita, passando de US$ 4,73 bilhões para US$ 4,56 bilhões. Esse segmento participa com 46,7% das exportações do agronegócio paranaense e alavanca as exportações paranaenses. As exportações de soja em grão via Porto de Paranaguá cresceram 9,7%, passando de US$ 2,87 bilhões para US$ 3,15 bilhões, com aumento no preço médio do grão de 6% (US$ 513,36/t).

O volume embarcado registrou um crescimento residual, passando de 5,97 milhões para 6,14 milhões de toneladas. O volume embarcado por Paranaguá significa 19,5% do total brasileiro exportado no período (31,6 milhões de toneladas). Com relação ao farelo de soja, a receita foi menor, somando US$ 1,04 bilhão e volume exportado de 2,45 milhões de toneladas. Já as exportações de óleo bruto foram menores somando US$ 474 milhões, resultado da queda no preço. Quanto ao óleo refinado, a receita caiu de US$ 88 milhões para US$ 67 milhões.

O agregado carnes (aves, bovina, suína e outras) aponta um decréscimo nas exportações, passando de US$ 1,72 para US$ 1,71 bilhão. Esse complexo participa com 17,5% nas exportações do agronegócio estadual. É o segundo em ordem de importância.

As exportações de carne de frango (in natura e industrializada), principal carne exportada, passaram de US$ 1,36 para 1,39 bilhão, ou seja, um aumento de 1,6%. Já as exportações de carne suína indicaram queda passando de US$ 100 para US$ 89 milhões e volume embarcado caindo de 38 mil para 35 mil toneladas. Nas exportações de carne bovina a receita obtida foi menor em 17%, caindo de US$ 43 milhões para US$ 36 milhões.

O agregado sucroenergético registrou exportações de US$ 870 milhões contra US$ 1,21 bilhão em igual período de 2011 (queda de 28,5%), com redução no volume comercializado e queda nos preços de exportação. A receita com o açúcar somou US$ 781 milhões, tendo como pano de fundo a queda do preço do açúcar no mercado internacional. As vendas externas de álcool caíram de US$ 111 milhões para US$ 89 milhões.

As exportações de milho em grão via Porto de Paranaguá totalizaram US$ 545 milhões e uma quantidade embarcada de 2,12 milhões de toneladas. Já as exportações brasileiras do grão geraram receita de US$ 2,45 bilhões e um volume embarcado de 9,4 milhões de toneladas.

PREÇOS MÉDIOS RECEBIDOS PELO PRODUTOR – Praças Paraná – Média de 22.10 a 25.10.2012
 

Praça

Soja

(R$/saca)

Milho

(R$/saca)

Trigo

(R$/saca)

Feijão Cor

(R$/saca)

Feijão Preto

(R$/saca)

Boi em pé

(R$/@)

Suíno em pé

(R$/kg)

Apucarana

68,10

26,00

       ...

       ...

...

96,00

3,00

C. Mourão

68,35

24,40

       ...

120,00

95,00

97,00

3,14

Cascavel

68,08

24,00

...

120,00

100,00

95,00

2,74

C. Procópio

68,23

24,28

30,00

...

...

   95,00

2,90

F. Beltrão

   68,23

24,38

32,25

110,00

95,00

   90,00

2,85

Guarapuava

69,43

25,08

35,00

131,43

120,00

   98,00

2,95

Irati

...

25,25

36,00

...

100,00

   90,00

3,10

Ivaiporã

68,58

   24,58

...

137,86

100,00

   95,00

2,90

Londrina

   68,23

24,28

      ...

...

...

   98,00

2,80

Maringá

68,23

24,28

...

...

...

   98,00

3,05

P. Branco

69,05

25,58

33,40

110,00

90,00

96,00

2,65

P. Grossa

   71,00

28,75

   37,00

    130,00

105,00

97,00

2,90

Toledo

   68,35

24,28

...

...

...

95,00

2,81

                          Fonte: SEAB – Elaboração DTE/FAEP
 
RESUMO SEMANAL – BOLSA DE CHICAGO E DÓLAR
 

US$/saca

22.10

23.10

24.10

25.10

Variação de 22.10 a 26.10.12

(US$/saca)

Soja

34,09

34,24

34,63

34,49

0,40

Milho

17,98

17,98

17,83

17,53

-0,45

Trigo

19,37

19,13

19,50

19,26

-0,11

Dólar (R$/US$)

2,0250

2,0280

2,0260

2,0250

                    0,0000

                         Fonte: CBOT – Banco Central

PARANÁ – PREÇOS MÉDIOS AO PRODUTOR
 

R$/saca

22.10

23.10

24.10

25.10

Variação de 22.10 a 26.10.12

(R$/saca)

Soja

68,43

68,02

68,80

69,45

                         1,02

Milho

24,97

24,98

24,99

25,17

0,20

Trigo

33,82

33,69

33,80

33,80

-0,02

                        Fonte: SEAB – Elaboração DTE/FAEP
 
Valores de Referência CONSELEITE CONSECANA Valores de referência
 

R$/litro

setembro/2012

Projeção

outubro/2012

 

 

R$/kg

de ATR

Cana Básica

R$/t (01.11 a 30.11)

 

 

 

 

Outubro

0,4694

 

 

 

 

 

Acumulado

0,4795

 

Conseleite IN62

0,6982

0,7142

 

 

 

 

 

 

 

 

Projetado safra 12/13

0,4786

52,26 campo

58,37 esteira

 
 

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