No estado do Rio Grande do Sul, os próximos dias serão de muita umidade no estado, enquanto o mercado permanece lente, de acordo com informações que foram divulgadas pela TF Agroeconômica. “Em seus últimos lotes, o produtor gaúcho “senta” em cima do milho, pedindo preços mínimos de R$ 102,00 FOB na intenção de venda e o mercado permanece parado nesta sexta-feira. Nas indicações, tudo igual: R$ 100,00 a saca em Marau, R$ 101,00 em Arroio do Meio, e R$ 98,00 em Seberi. Nos preços balcão, R$ 89,00 a saca em Panambi”, comenta.
Depois de redução em junho, agosto paga valores maiores valores aos produtores em Santa Catarina. “No mercado de lotes os compradores mantiveram-se longe do mercado no dia de hoje. As intenções de venda foram de R$ 99,00 + ICMS para o oeste do Estado. A este preço, diga-se de passagem, os lotes rodariam “fácil” a algumas semanas atrás. Hoje, porém, o cenário é lento e compradores ficam retraídos, não avançando a linha de R$ 98,00 por saca”, completa a consultoria.
No Paraná, a safra apresenta avanço de cerca de 47%, atraso de 18 p.p. em relação à safra anterior. “O encerramento de semana foi lento para os negócios de milho, onde os lotes permaneceram, em todo o estado, entre ofertas de venda de R$ 100,00 a R$ 105,00 a saca. As indicações de compra não passavam de R$ 98,00, e assim, não houve nenhum reporte de negócio. Nos Campos Gerais, indústrias continuam com indicação aberta de R$ 90,00 para março/2022”, indica.
Em uma safra marcada pelo atraso no plantio e intempéries climáticas, o Mato Grosso do Sul apresentou uma produtividade em suas lavouras bastante variável. “A colheita neste momento apresenta um avanço de cerca de 64,5% e, segundo o Siga/MS, as produtividades podem variar entre 8 a 100 sacas por hectare, onde a expectativa inicial era de colher cerca de 75 sacas em média. A produção total esperada do estado, neste momento, é de 8,2 milhões de toneladas, contra 9,0 estimadas anteriormente”, conclui.