A comercialização do milho se apresentou de forma lenta nesta segunda-feira e foram poucos os lotes disponíveis no mercado, de acordo com informações que foram divulgadas pela TF Agroeconômica. “Em Cruz Alta, viram-se alguns lotes ofertados a R$ 85,00, mas na indicação do comprador, o preço era de R$ 81,00. Em Passo Fundo, pequenos negócios saíram a R$ 85,00, com pagamento curtíssimo, e em Ijuí, cerca de 1.000 toneladas foram negociadas a R$ 84,00, com pagamento em 30 dias”, comenta.
O estado de Santa Catarina investirá mais de R$ 100 milhões para reduzir impactos da estiagem. “O Estado permanece com negócios lentos em torno do milho no dia de hoje e com a safra de milho insipiente nos estados do centro-oeste, foram pouquíssimos os lotes negociados. No meio oeste, compradores buscam milho em indicações na faixa de R$ 83,00 a R$ 85,00 mais impostos. Vendedores dispõe seus lotes a partir de R$ 88,00 a saca”, completa a consultoria.
Já o Paraná permanece sem negócios, com pedidas de produtores a não menos que R$ 85,00. “As intenções de venda para o mercado disponível no Estado permanecem entre R$ 83,00 a R$ 86,00, podendo chegar a até R$ 90,00 em regiões mais próximas ao porto, como Guarapuava e Ponta Grossa. Com previsões para recebimento de milho na próxima semana, compradores recuam e oferecem entre R$ 82,00 até no máximo R$ 85,00 a saca. Sem negócios reportados no dia de hoje”, indica.
No Mato Grosso do Sul, a redução deve ser de 68,7 sacas por hectare, ante uma previsão inicial de 75 sacas. “Com isso, ao invés de 9 milhões de toneladas, o Estado deve entregar ao total 8,2 milhões, o que significa uma redução de 22,2% na produção total. A segunda-feira apresentou um cenário lento de negócios para o Mato Grosso do Sul, em que vendedores e compradores tentam estimar, diante de um mercado nebuloso, quais são as novas bases de comercialização”, conclui.