Os negócios de milho se enfraquecem cada vez mais no Rio Grande do Sul e, nesta segunda-feira, praticamente não foram reportados lotes disponíveis, de acordo com informações que foram divulgadas pela TF Agroeconômica. Compradores do Estado permanecem na expectativa de maiores baixas, e produtores, pontualmente, vendem lotes a conta-gotas, à medida que necessitam de caixa para suas operações.
“Nesse sentido, viu-se uma mudança grande nas cotações no dia de hoje, que em sua maior parte, apresentou diferença de ao menos R$ 1,50 em relação à sexta-feira. No único reporte que ouvimos do mercado, 500 toneladas foram negociadas com pagamento em 20 dias, a R$ 85,00 na região de Passo Fundo. Nas indicações, R$ 90,00 CIF Ijuí; R$ 91,00 CIF Santo Ângelo; 90,00 CIF Marau, e R$ 89,00 em Cruz Alta”, comenta.
Em Santa Catarina a Epagri aponta avanço de 31% nos custos de produção de milho. “A Epagri lançou seu boletim, onde aponta que o custo médio do milho na cotação ao produtor fechou o mês em R$ 93,71 a saca, na média mensal de maio. O relatório ainda aborda os custos de produção médios, de alta tecnologia, aos produtores, onde segundo a entidade, se encontram em cerca de R$ 7.236,22 por hectare, o que representa uma alta de 31% em relação à safra passada, quando o custo foi de R$ 5.519,52”, completa.
Foram vistos negócios pontuais no norte do estado do Paraná a R$ 85,00, enquanto o milho na região deve começar a ser colhido no final do mês. “Os movimentos de colheita no estado do Paraná são ainda bastante insipientes, e apenas regiões pontuais, como Irati e Goioerê, iniciaram a colheita do grão. Em conversa com correspondentes próximos a Maringá, ouvimos o relato de que por lá, a colheita deve se iniciar apenas no final do mês, em pouquíssimas lavouras”, indica.