De acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica, a comercialização do milho parece parada no mercado do Rio Grande do Sul. “A comercialização segue restrita no Estado, onde segundo relatos, há uma espera por lotes que viriam do Centro-Oeste em direção ao Estado, isso porque os produtores locais encontram-se bem capitalizados e não querem fazer negócios com o mercado em baixa. Nas indicações, permanecem os valores de R$ 80,00 no CIF Marau; R$ 81,00 CIF Arroio do Meio; R$ 80,00 CIF Santo Ângelo e R$ 82,00 CIF Ijuí”, comenta.
Quanto mais o vendedor cede, mais o comprador recua em Santa Catarina. “O relato de um de nossos correspondentes em Santa Catarina no dia de hoje foi exatamente este do título: quanto mais os vendedores ‘dão as caras’ no Estado, seja ofertando lotes ou buscando pelas indicações, mais os compradores recuam o preço, e o jogo de paciência permanece, sem parecer ter uma possível resolução em curto prazo”, completa.
Existe uma disparidade de R$ 3,00 por saca entre compradores e vendedores e o mercado segue lento no Paraná. “Nas indicações de compra, no norte de estado e nos Campos Gerais ouvem-se preços de R$ 80,00 a saca, e no sudoeste e oeste, até R$ 82,00. Nas pedidas, vendedores oferecem nestas mesmas localidades a R$ 85,00, e assim o mercado segue parado. Indicações de tradings consultadas hoje giraram em média nos seguintes valores: agosto a R$ 69,90; setembro a R$ 71,20; outubro a R$ 72,50 e novembro a R$ 72,90”, indica.
Mercado ‘de lado’ no Mato Grosso do Sul, com produtores que se recusam a oferecer lotes. “Tudo permanece parado no estado do Mato Grosso do Sul e, com a colheita começando pontualmente, ainda não há grande quantidade de lotes disponíveis, á exceção dos preços, que continuam caindo, como consta na tabela ao lado. Daquilo que ainda resta na mão de produtores, poucos são oferecidos ao mercado, onde se vê um certo recuo em relação às vendas, à espera de melhores preços”, conclui.