Confira o que mexe no preço do milho
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Imagem: Marcel Oliveira
ANÁLISE AGROLINK

Confira o que mexe no preço do milho

Redução da demanda chinesa se reflete na menos demanda interna
Por: -Leonardo Gottems

Há mais fatores globais de baixa do que alta no mercado do milho, apontam os analistas de mercado da Consultoria TF Agroeconômica. Confira o que mexe nos preços do cereal mais plantado no Brasil:

FATORES DE ALTA

*Clima adverso nos EUA: O clima frio em boa parte das regiões produtoras nos EUA, dificultando o plantio de milho no país, deu impulso para o movimento de alta dos futuros em Chicago;

*Dificuldades da Ucrânia de exportar milho: A Ucrânia é o quarto maior exportador mundial e abastece, normalmente, a Europa e a China que, com a sua ausência, tem que buscar alternativas em outras origens, aumentando a sua demanda sobre o Brasil e os Estados Unidos. As margens de importação de milho da China estão negativas.

FATORES DE BAIXA

a) Boas perspectivas de safra e demanda retraída: Apesar do cenário internacional e falta de chuva em microrregiões produtoras, as boas expectativas de safra no Brasil e a comercialização lenta devem trazer novos recuos para a saca do milho no mercado doméstico;

b) Redução da demanda chinesa se reflete na menos demanda interna: Com lockdown e recomposição de rebanho, a China reduz compras e afeta venda do Brasil. A China está recuperando seus plantéis de suínos em um ritmo mais acelerado do que previa o setor no Brasil e a consequência disso é a menor exportação de carne suína nacional. O cenário preocupa o setor porque o grande comprador do produto vem adotando restrições mais severas à circulação de pessoas após o aumento de casos de covid-19, o que sinaliza mais dificuldades quanto à demanda;

c) Queda de 28% nas exportações brasileiras de carne suína: No Brasil, os números da balança comercial mostram os efeitos sobre os preços da carne com o menor apetite do país asiático no mercado global.

d) Reação incipiente do mercado brasileiro: Para a suinocultura brasileira a menor demanda chinesa e a reação ainda incipiente do consumo interno trazem desafios em um momento de forte alta dos custos, por causa sobretudo dos preços do milho e do farelo de soja.


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