A balança comercial brasileira acumulou superávit de US$ 69,8 bilhões em 2026, com exportações de US$ 314 bilhões e importações de US$ 244,1 bilhões. Segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC), até a quarta semana de outubro, as vendas externas da agropecuária cresceram 18,9% em relação ao período de comparação considerado no levantamento, impulsionadas, entre outros produtos, por soja e café não torrado.
Na quarta semana de outubro de 2026, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,7 bilhão e corrente de comércio de US$ 15,2 bilhões. O resultado veio de exportações de US$ 8,5 bilhões e importações de US$ 6,8 bilhões.
No acumulado do mês até a quarta semana, as exportações somaram US$ 29,31 bilhões, enquanto as importações chegaram a US$ 21,9 bilhões. O saldo ficou positivo em US$ 7,4 bilhões, e a corrente de comércio atingiu US$ 51,17 bilhões. No acumulado do ano, as exportações totalizaram US$ 314 bilhões e as importações, US$ 244,1 bilhões. Com isso, o superávit chegou a US$ 69,8 bilhões, enquanto a corrente de comércio alcançou US$ 558,1 bilhões.
Segundo dados divulgados pela Secex/MDIC, as exportações da agropecuária somaram US$ 5,85 bilhões até a quarta semana de outubro, com crescimento de 18,9%. A indústria extrativa avançou 55,9%, para US$ 8,51 bilhões, enquanto a indústria de transformação cresceu 18,4%, alcançando US$ 14,70 bilhões. Entre os produtos agropecuários, o aumento das vendas externas foi puxado principalmente por centeio, aveia e outros cereais não moídos, com alta de 13.789,5%; café não torrado, com avanço de 15,6%; e soja, com crescimento de 12,6%.
Apesar do resultado positivo do setor, alguns produtos registraram queda nas exportações. As vendas de produtos hortícolas frescos ou refrigerados recuaram 20,5%, enquanto as de sementes oleaginosas de girassol, gergelim, canola, algodão e outras diminuíram 55,6%. A madeira em bruto teve retração de 40,1%.
Indústria extrativa e de transformação também ampliam vendas
Na indústria extrativa, o crescimento das exportações foi influenciado pelo aumento das vendas de minérios de níquel e seus concentrados, que avançaram 184,5%; minérios de metais preciosos e seus concentrados, com alta de 811%; e óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, com crescimento de 127,5%.
Na indústria de transformação, os destaques foram celulose, com aumento de 41,8%; óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos, com alta de 222,3%; e gorduras e óleos vegetais, do tipo soft, brutos, refinados ou fracionados, que avançaram 195,9%.
Entre os produtos que apresentaram retração nas exportações estão minério de ferro e seus concentrados, com queda de 24,3%; minérios de cobre e seus concentrados, com recuo de 26%; e minérios de alumínio e seus concentrados, com diminuição de 36,8%.
Na indústria de transformação, as vendas externas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada caíram 24,8%. As exportações de açúcares e melaços recuaram 34,1%, enquanto as de outras máquinas e equipamentos especializados para determinadas indústrias e suas partes diminuíram 74,4%.
Importações do agro crescem 24,4%
As importações brasileiras também avançaram até a quarta semana de outubro. Segundo dados divulgados pela Secex/MDIC, as compras externas da agropecuária somaram US$ 440 milhões, com crescimento de 24,4%. Na indústria extrativa, as importações aumentaram 43,5%, totalizando US$ 1,12 bilhão. Já a indústria de transformação registrou alta de 19,9%, com US$ 20,16 bilhões em compras externas.
Entre os produtos agropecuários, as importações de trigo e centeio não moídos cresceram 32,2%. As compras de produtos hortícolas frescos ou refrigerados avançaram 226,8%, enquanto as de soja aumentaram 48,9%. Em contrapartida, houve redução nas importações de cevada não moída, com queda de 62,1%; centeio, aveia e outros cereais não moídos, com recuo de 65%; e tabaco em bruto, que registrou diminuição de 83,6%.
Compras de fertilizantes recuam
Na indústria extrativa, as importações de outros minérios e concentrados dos metais de base cresceram 127,2%. As compras de óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos aumentaram 62,3%, enquanto as de gás natural, liquefeito ou não, avançaram 56,7%. Por outro lado, as importações de fertilizantes brutos, exceto adubos, recuaram 58,6%. Também houve queda de 18,5% nas compras de minérios de alumínio e seus concentrados e de 17,5% nas de carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado.
Na indústria de transformação, os destaques de alta foram óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos, com crescimento de 106,7%; geradores elétricos giratórios e suas partes, com avanço de 277,7%; e veículos automóveis de passageiros, com aumento de 138%.
As importações de adubos ou fertilizantes químicos, exceto fertilizantes brutos, diminuíram 10,1%. As compras de inseticidas, rodenticidas, fungicidas, herbicidas, reguladores de crescimento para plantas, desinfetantes e produtos semelhantes recuaram 21%, enquanto as de motores e máquinas não elétricos e suas partes, exceto motores de pistão e geradores, caíram 77,5%. Os dados foram apresentados na segunda-feira (26 de outubro) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.