Conheça os principais sintomas dos enfezamentos do milho

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Imagem: Marcel Oliveira
PLANTIO

Conheça os principais sintomas dos enfezamentos do milho

As principais medidas para evitar ou minimizar a incidência dos enfezamentos incluem eliminar "tigueras"
Por: -Aline Merladete

Há alguns anos, o enfezamento não era considerado uma doença de grande importância para as lavouras de milho. Mas, com a expansão da área cultivada e plantios contínuos, que proporcionam ter a cultura durante boa parte do ano, essa doença começou a ter alta incidência e perdas consideráveis na lavoura. Há relatos de que o enfezamento do milho pode causar perdas e reduzir a produção de grãos em até 70%. Algumas publicações falam até em perda total da produção. 

O enfezamento é causado por patógenos da classe dos molicutes e tem como vetor a cigarrinha-do-milho Dalbulus maidis. No último ano, houve vários relatos das altas populações de cigarrinha nas lavouras, o que favorece sua disseminação em plantios tardios (até de uma safra para outra) e a ocorrência da doença.

Sérgio Abud, supervisor de transferência de tecnologia da Embrapa Cerrados (DF), observa que o aumento da produção de milho para atender à demanda crescente pelo cereal, além das condições ambientais que favorecem o cultivo de duas ou mais safras da mesma cultura em várias regiões, têm favorecido a presença de plantas de milho no campo o ano inteiro, seja cultivado ou "tiguera" (plantas voluntárias). “Isso proporciona um ambiente favorável para o aumento da cigarrinha-do-milho e, consequentemente, do complexo de enfezamentos”, aponta. Abud participa do webinar Manejo fitossanitário dos enfezamentos e da cigarrinha-do-milho, promovido pela CropLife Brasil e disponível no Youtube.

De acordo com as informações divulgadas pela Embrapa, os principais sintomas dos enfezamentos são plantas com folhas avermelhadas ou amareladas, principalmente nas pontas e nas bordas. As plantas podem apresentar menor tamanho devido ao encurtamento dos internódios, com espigas pequenas e grãos chochos. Proliferação de brotos nas axilas das folhas também podem ocorrer. Em surtos epidêmicos das doenças, a queda de produção pode chegar a 70%.

As principais medidas para evitar ou minimizar a incidência dos enfezamentos incluem eliminar "tigueras", verificar o nível de incidência da doença na região evitando-se semeaduras próximas a lavouras com alta incidência da doença, tratar as sementes com inseticidas registrados e realizar pulverizações foliares nas fases iniciais da cultura, diversificar e rotacionar cultivares de milho, bem como sincronizar ao máximo a época da semeadura. Cultivares resistentes, se disponíveis, devem ser rotacionadas para evitar a adaptação de variantes dos patógenos e a perda da resistência ao longo do tempo.

 


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