Contrato de álcool em Nova York anima usinas
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Agronegócio

Contrato de álcool em Nova York anima usinas

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Tradings que detêm uma atuação representativa no mercado brasileiro de açúcar e de álcool afirmaram que pretendem negociar o contrato de etanol que vai ser lançado pela bolsa de Nova York hoje se os preços estiverem convidativos e houver liquidez.

O contrato está sendo comemorado pelos produtores e traders brasileiros, que enxergam na novidade uma possibilidade de hedge e um estímulo à demanda internacional pelo produto. "Para nós, este é um mercado. Vamos tentar precificar o álcool no exterior e entrar na bolsa", afirmou João Carlos Hopp, diretor de derivativos da Coimex Trading, que pretende exportar do Brasil este ano 350 milhões de litros de álcool, ante 200 milhões em 2003.

Segundo Manoel Fernando Garcia, diretor da corretora S/A Fluxo, a bolsa de Nova York tem recebido telefonemas de companhias de vários segmentos interessadas em hedge atrás de informações sobre o novo contrato. "Isso indica a possibilidade de uma partida ampla", disse Garcia, que participou das discussões para a montagem do futuro de etanol pela bolsa. A expectativa é de que o contrato seja um indicador de preços para o comprador.

Caminho longo

"Hoje há muita volatilidade. O mercado internacional começa a crescer para o álcool e precisa de uma referência", disse Francisco Vassellucci, diretor de negócios para o Brasil da Cargill Sugar, que vê o contrato como "o início de um longo caminho" no desenvolvimento de um mercado internacional. Vassellucci acredita que pode haver liquidez se os preços na bolsa ficarem em um nível equivalente às cotações FOB do Brasil. Atualmente, segundo traders, o valor FOB do álcool no porto de Santos está em cerca de US$ 210 por metro cúbico (mil litros).

"Há muitos países que podem ser parceiros do Brasil mas que hoje, por falta de mecanismos de hedge, ficam inseguros em comprar porque não têm conhecimento dos preços", disse Garcia. Os traders não descartam que, após entrar em funcionamento, o contrato deva sofrer "ajustes" para ganhar liquidez.


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