Cooperativas vão lançar opções privadas

Agronegócio

Cooperativas vão lançar opções privadas

Analistas não acreditam que todos os contratos do prêmio de risco sejam comercializados
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As cooperativas, e não as indústrias, nem algodoeiras, é que devem lançar as opções privadas. A expectativa do mercado é que, no leilão de hoje, a procura pela subvenção governamental às opções seja grande entre cooperativas, visando a revenda do produto no mercado externo.

Analistas não acreditam que todos os contratos do prêmio de risco sejam comercializados. O setor ainda está avaliando a nova modalidade. "As opções privadas foram anunciadas em cima da hora", diz Miguel Biegai Júnior, analista da Safras & Mercado. O governo anunciou o programa uma semana antes de efetivá-lo. "Vamos pagar para ver", diz Jorge Maeda, do Grupo Maeda. Segundo ele, é uma boa medida o governo apoiar o setor, mas a empresa ainda está analisando as normas do leilão.

"O mercado está agitado. Há muita especulação, pois não está claro o funcionamento do leilão", avalia Lucílio Alves, pesquisador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Ontem, o produto era cotado a R$ 1,18 a libra-peso. Desde o início da safra a cotação do algodão caiu 4,7%.

Os baixos preços e o excesso de produção - estima-se que vão sobrar 250 mil toneladas neste ano - fizeram com que o governo lançasse o programa. Hoje, serão ofertados prêmios para 1,2 mil contratos que totalizam 32,4 mil toneladas de pluma para os estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Bahia e Minas Gerais. Os comerciantes vão disputar o prêmio, cujo valor máximo é de R$ 7,30 por arroba. No dia 16, lançam opções para exercício em agosto a R$ 50,55 a arroba, muito acima do preço de mercado, que está em R$ 39 a arroba em Mato Grosso.

Alves explica que é por causa da grande diferença entre o preço de mercado e o de exercício que as indústrias não devem entrar no programa. "Já estamos comprados, não vale a pena arriscar", diz Márcio Mathias, diretor-comercial da Agropecuária Sachetti Ltda.

Por outro lado, João Luiz Ribas Pessa, presidente da Associação Matogrossense de Produtores de Algodão (Ampa), diz que para as cooperativas, o prêmio do governo vai possibilitar que exportem o produto. Segundo ele, o prêmio vai bancar a diferença entre a cotação internacional (US$ 0,49 a libra-peso) e um preço remunerador ao produtor (US$ 0,53 a libra-peso).

"Vamos entrar, do contrário, acumula muito produto no mercado interno", diz Cleida Zilo da Silva, gerente-comercial do Condomínio Marechal Rondon. Pessa acredita que 100% dos lotes sejam comercializados e, com isso, o governo subvencione opções privadas para 150 mil toneladas.


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