Cores que encantam e geram renda

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Cores que encantam e geram renda

"Trabalho com flores a vida toda. É estimulante, me dá prazer."
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"Trabalho com flores a vida toda. É estimulante, me dá prazer." É com alegria nos olhos que a agricultora Delesia Schwengber, popularmente conhecida como Mara, conta a realização em trabalhar com cultivo de flores. Delesia é uma das integrantes do Grupo de Produtores de Flores de Passo do Sobrado, que teve início em 2005. 

O grupo, que já contou com oito famílias, possuí atualmente quatro famílias participantes. "Quando lançaram a ideia do grupo eu quis participar. Sempre desejei trabalhar com flores, era uma meta ter uma floricultura e, com o grupo, me senti incentivada", conta a agricultora Dulce Düpont. A capacitação sempre foi um dos objetivos do grupo. Desde sua fundação, as agricultoras já participaram de cursos sobre produção de flores, vasos para cada espécie de planta, embalagens, enfeites, entre outros. 

As reuniões para a troca de experiências são realizadas a cada dois meses, em sistema de rodízio nas propriedades das famílias participantes, sendo desde o início assistidas pela Emater/RS-Ascar. "A Emater e a prefeitura auxiliaram no início e hoje realizamos o acompanhamento do grupo. Mas, elas possuem independência, caminham sozinhas e buscam a qualificação constante", relata o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Wagner Soares.

Entre as espécies cultivadas constam bromélias suculentas, orquídeas, folhagens, cactos e plantas ornamentais. A produção também é organizada para que não haja competição no mercado entre as famílias do grupo. Outra vantagem é a mão de obra exclusivamente familiar e a possibilidade de cultivo em espaços menores. "Esta é uma região de colonização alemã, e isso faz com que tenha uma vocação natural para a atividade. E na diversificação é uma boa alternativa por não precisar de uma grande área de terra disponível, pois a produção é em vasos e estufa, além de possuir mercados próximos como as feiras em Santa Cruz do Sul", avalia o extensionista.

Atualmente, as flores produzidas pelas famílias do Grupo de Produtores de Flores são comercializadas diretamente nas propriedades rurais e também em feiras como a Expoagro Afubra e a Festa das Flores em Santa Cruz do Sul. "No início eu e a Dulce participávamos das Feiras da Agricultura Familiar e também de feiras particulares pagas por cada uma de nós. A meta é, no futuro, comercializar somente na propriedade", relata Delesia.

Sobre as feiras, Delesia expõe uma dificuldade encontrada pelos expositores de flores: o espaço. "A banca tem que estar bonita, apresentar diversidade de plantas e para isso precisamos de mais espaço. Em geral as bancas possuem dois metros quadrados. As flores não são como as compotas e vinhos que você repõe conforme a necessidade. Quanto mais diversidade eu tiver ao expor, mais vou vender. Uma planta é diferente da outra e agrada públicos diferentes", avalia a agricultora. 

Para 2019 o grupo tem objetivos traçados: participar da Exposição Técnica de Horticultura, Cultivo Protegido e Culturas Intensivas (Hortitec), que acontece em junho em Holambra, São Paulo. "Há tempos elas desejam participar e estamos buscando alternativas para viabilizar a viagem", relata Soares.

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