Cosan prevê aumento da receita, mas mantém prejuízo
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Agronegócio

Cosan prevê aumento da receita, mas mantém prejuízo

As novas perspectivas da empresa se devem ao câmbio mais elevado
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A Cosan S.A. divulgou hoje uma nova projeção de resultados para esta safra, que se encerrará em 30 de abril de 2009. A companhia prevê uma receita 30% maior do que o realizado no ciclo passado, no entanto, mantém a previsão de prejuízo. Na projeção anterior, divulgada em 30 de julho deste ano, a previsão apontava uma receita entre 15% e 30% superior à da safra 2007/08. As novas perspectivas da empresa se devem ao câmbio mais elevado. Em 30 de julho, a Cosan previa que a taxa média de câmbio na safra seria a mesma do ciclo passado (R$ 1,6872). Nessa nova previsão, o dólar será igual ou maior que 30%.

Mas para Peter Ping Ho, analista da corretora Planner, a receita da Cosan não deve ter o incremento previsto pela companhia. Isso porque os produtos que estão sendo comercializados nesta safra, sobretudo o açúcar, foram produzidos em safras passadas, com custos de produção superiores aos que se terá daqui em diante. "A empresa não conseguirá colher todo esse benefício da alta do dólar", avalia Ping Ho.

Além disso, segundo o especialista da Planner, boa parte dos contratos fechados para a safra foram negociados, provavelmente, com um câmbio bem inferior ao atual. "O câmbio trará maiores efeitos na próxima safra ou a partir de janeiro ", completa.

A Cosan prevê que a receita com açúcar, que na safra passada, foi de R$ 454 por tonelada, será na média deste ciclo, 30% maior. Na projeção de 30 de julho, estimava-se um incremento entre 5% e 15% nos preços do açúcar, principal produto de exportação da Cosan. A projeção de receita em reais para o álcool também foram reajustadas. O incremento entre 5% a 15%, foi reavaliado para até 30%.

Prejuízo
Com a perspectiva de câmbio, a Cosan manteve em 30% sua projeção de prejuízo líquido, que no ciclo passado foi de R$ 48 milhões. "Mantivemos o guidance para variação superior a 30% para o prejuízo líquido, devido ao efeito não-caixa da variação cambial incidente sobre o principal do endividamento de longo-prazo em dólares", diz o comunicado da Cosan.

Ping Ho, da Planner, pondera que, apesar de as dívidas em dólar da empresa serem de longo prazo e, portanto, não influenciarem contabilmente no resultado da atual safra, é preciso lembrar que a companhia precisará fazer novos empréstimos para financiar a compra da distribuidora Esso. "Como a empresa, provavelmente, terá contratar mais empréstimos, isso vai influenciar nas contas desse exercício", avalia.


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