Cotações da soja em Chicago ficaram em patamares estáveis

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Cotações da soja em Chicago ficaram em patamares estáveis

fechamento desta quarta-feira (21), para o primeiro mês cotado, ficou em US$ 8,83/bushel
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As cotações da soja em Chicago ficaram em patamares estáveis em relação à semana anterior, porém, próximas do teto dos US$ 9,00/bushel. O fechamento desta quarta-feira (21), para o primeiro mês cotado, ficou em US$ 8,83/bushel, contra US$ 8,88 no dia 15. O movimento esteve muito condicionado ao feriado estadunidense de Ação de Graças, ocorrido no dia 22/11, considerado o principal feriado anual dos EUA. Com isso, o movimento na Bolsa praticamente se encerrou na quarta-feira já que do dia seguinte ao feriado a mesma opera em período reduzido e poucos negócios são realizados.

Com isso, o mercado tratou de se posicionar para o feriadão, na expectativa de novas notícias a partir do dia 26/11.

Assim, nesta semana mais curta, pesou sobre o mercado as possíveis negociações entre EUA e China visando por fim ao litígio comercial entre os dois países, iniciado ainda em março passado.

Neste sentido, no início da semana houve reação positiva diante de afirmações do presidente dos EUA de que a China estaria interessada em fechar um acordo. Porém, aproveitou a oportunidade para informar que os EUA possuem ainda mais US$ 267 bilhões em tarifas para serem aplicados caso seja necessário.

Na sequência da semana, as coisas esfriaram diante da falta de acordo entre os países da região Ásia-Pacífico, a partir de reunião realizada entre os mesmos. O problema se deu justamente pelo desencontro de interesses entre EUA e China. Tal realidade levou o mercado a considerar que o litígio comercial entre os dois países estaria longe de terminar. E, em não havendo acordo, os EUA continuarão a ver suas vendas de soja para a China praticamente zeradas.

Paralelamente, as inspeções de exportação de soja estadunidenses, na semana encerrada em 15/11, atingiram a 1,06 milhão de toneladas, ficando dentro do que o mercado esperava. Porém, no ano passado, nesta mesma semana, as inspeções atingiram a 2,3 milhões de toneladas. Além disso, no acumulado do atual ano comercial 2018/19, iniciado em 1º de setembro, o volume inspecionado chega a 11 milhões de toneladas, contra 19,3 milhões um ano antes.

Já a colheita da soja nos EUA, até o dia 18/11, atingia a 91% da área total, contra 96% na média histórica para esta época do ano. A produção final estadunidense, nesta atual safra, está agora estimada em 125,2 milhões de toneladas e as exportações em 51,7 milhões (no ano anterior, a produção foi de 120 milhões e as exportações em 57,9 milhões de toneladas).

Aqui no Brasil, mesmo com o câmbio oscilando entre R$ 3,73 e R$ 3,78 por dólar, e Chicago um pouco mais forte, os preços internos continuaram recuando. O balcão gaúcho fechou a semana na média de R$ 74,41/saco, enquanto os lotes ficaram entre R$ 79,50 e R$ 80,00/saco. Fazia muitos meses que os lotes, no Rio Grande do Sul, não registravam valores inferiores a R$ 80,00. Nas demais praças nacionais os lotes oscilaram entre R$ 63,50/saco nas regiões mato-grossenses de Nova Xavantina, Querência e Canarana, e R$ 81,00/saco em Campos Novos (SC), passando por R$ 77,00 no centro e norte do Paraná; R$ 71,00 em São Gabriel (MS); R$ 73,00 em Goiatuba (GO); R$ 71,00 igualmente em Uruçuí (PI); e R$ 69,00/saco em Pedro Afonso (TO).

O recuo nos preços internos da soja, no exato momento em que se desenvolve o plantio da nova safra da oleaginosa, está atrelado ao forte recuo no valor dos prêmios praticados nos portos brasileiros. Os mesmos fecharam a corrente semana entre US$ 0,98 e US$ 1,67/bushel, para dezembro/18. No início de outubro passado os mesmos ainda estavam sendo praticados entre US$ 2,28 e US$ 2,69/bushel. Ou seja, nos últimos 50 dias os mesmos recuaram, em média, 47%. Com isso, os negócios com soja no país continuaram travados nesta semana de novembro.

Vale destacar que há um ano atrás o balcão gaúcho pagava a média de R$ 64,01/saco. Ou seja, o preço de hoje ainda está ao redor de R$ 10,00/saco mais elevado do que no mesmo período do ano passado. Todavia, não se pode ignorar que em meados de setembro passado o balcão chegou a pagar R$ 82,59/saco. Ou seja, no espaço dos últimos dois meses o saco de soja perdeu R$ 8,18 de seu valor. Dito de outra maneira, provavelmente quem não aproveitou para vender seu produto naquele momento, inclusive com vendas antecipadas relativas à nova safra, perdeu uma importante oportunidade que, talvez, não retorne tão cedo.

Dito isso, até o dia 16/11, o plantio da nova safra de soja brasileira atingia a 80% da área esperada, contra 69% na média histórica para esta época do ano. O Rio Grande do Sul, com 49% semeado e a Bahia com 50% são os Estados com maior atraso, embora estejam com uma semeadura acima da média histórica. (cf. Safras & Mercado)

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