Cotações da soja recuaram na última semana
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Imagem: Divulgação
ANÁLISE DE MERCADO

Cotações da soja recuaram na última semana

O preço médio, aos produtores de soja dos EUA, ficaria em US$ 14,70/bushel, contra US$ 13,35 na estimativa para 2021/22 e US$ 10,80/bushel em 2020/21
Por: -Aline Merladete

As cotações da soja, em Chicago, após o anúncio do relatório de oferta e demanda do USDA, no dia 10/06, recuaram na semana, se recuperando um pouco apenas na quinta-feira (16), quando o fechamento para o primeiro mês cotado ficou em US$ 17,09/bushel, contra US$ 17,69 uma semana antes.

O relatório do USDA apontou o seguinte para a safra 2022/23:

1) A safra dos EUA está projetada em 126,3 milhões de toneladas, sem mudanças em relação à maio;

2) Os estoques finais dos EUA diminuíram para 7,6 milhões de toneladas, perdendo 800.000 toneladas sobre maio;

3) A produção mundial de soja está estimada em 395,4 milhões de toneladas, contra 352 milhões do ano anterior, 

4) Os estoques finais mundiais ficam estimados em 100,5 milhões de toneladas, contra 86,2 milhões do ano anterior;

5) As produções brasileira e argentina estão, respectivamente, estimadas em 149 milhões e 51 milhões de toneladas;

6) As importações de soja por parte da China ficariam em 99 milhões de toneladas; 

7) O preço médio, aos produtores de soja dos EUA, ficaria em US$ 14,70/bushel, contra US$ 13,35 na estimativa para 2021/22 e US$ 10,80/bushel em 2020/21.

Dito isso, o plantio de soja nos EUA, até o dia 12/06, atingia a 88% da área esperada, ficando exatamente na média histórica. Cerca de 70% das lavouras haviam germinado, enquanto 70% das lavouras semeadas apresentavam condições entre boas a excelentes, 25% regulares e 5% entre ruins a muito ruins.

Em paralelo, a Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos EUA informou que o esmagamento de soja, em maio, atingiu a 4,66 milhões de toneladas em maio. O volume foi recorde para o mês e apresentou uma alta de 4,6% em relação a maio do ano passado. Em abril, os EUA haviam processado 4,62 milhões de toneladas da oleaginosa. Assim como no Brasil, as margens de esmagamento nos Estados Unidos seguem atrativas e dando espaço para o aumento do esmagamento. 

Vale notar que o óleo de soja cedeu bastante em Chicago nestes últimos dias, com o fechamento do dia 16/06 ficando em 76,34 centavos de dólar por libra-peso, valor mais baixo desde o dia 12 de abril. Já o farelo, que se aproximou do piso dos US$ 400,00/tonelada curta, no início do mês, acabou se recuperando e fechando o dia 16/06 em US$ 429,70/tonelada curta. No caso do óleo, o recuo nos preços do óleo de palma e novos lockdowns na China seriam os motivos.

E aqui no Brasil, após uma desvalorização do Real, que levou a moeda nacional a se aproximar dos R$ 5,15 na semana passada, viu-se uma reversão desta tendência, com o Real fechando o dia 15/06, véspera do feriado de Corpus Christi, em R$ 5,02. Isso ocorreu devido ao novo aumento do juro básico brasileiro, a Selic, agora estabelecido em 13,25% ao ano. Com isso, os preços da soja se estabilizaram e até recuaram em algumas praças. A média gaúcha fechou a semana em R$ 185,50/saco, com as principais praças trabalhando com R$ 183,00. Nas demais praças nacionais a soja oscilou entre R$ 166,00 e R$ 180,00/saco.

No geral, apesar do recuo em relação aos melhores preços do ano, o valor da soja, junto aos produtores, ainda se mantém firme, porém, não impedindo perda de rentabilidade em relação a safra do ano anterior, especialmente no caso do sul do país, onde a seca dizimou grande parte das lavouras. Nos portos, com os prêmios entre US$ 1,30 e US$ 1,90/bushel, o preço do saco de soja ultrapassa os R$ 200,00 neste momento.

Afora isso, tem-se que no Mato Grosso a comercialização da nova safra 2022/23 já está comercializada em 24,4% do total esperado, lembrando que a mesma somente será plantada a partir de setembro. O volume está abaixo dos 32,5% registrados no mesmo período da safra anterior, mas ainda à frente da média histórica de 23,7% para esta época do ano. Enfim, no caso da última safra de soja, as vendas mato-grossenses chegavam a 78,7% do total colhido.

As informações são da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário - CEEMA.


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