Cotações do milho em Chicago recuaram

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Cotações do milho em Chicago recuaram

Bom volume das exportações semanais estadunidenses seguraram recuos mais importantes
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As cotações do milho em Chicago recuaram um pouco nesta semana, fechando o dia 22/03 em US$ 3,76/bushel, contra US$ 3,86 uma semana antes.

As chuvas na Argentina, embora não suficientes, acalmaram um pouco o mercado, mesmo que as quebras, de uma certa maneira, já estejam precificadas. Neste momento, a safra do vizinho país está estimada em 34 milhões de toneladas, sendo 7 milhões abaixo da estimativa inicial. 

Por outro lado, o bom volume das exportações semanais estadunidenses seguraram recuos mais importantes em Chicago. Efetivamente, as mesmas atingiram a 2,5 milhões de toneladas na semana encerrada em 08/03. Tal volume ficou 41% acima da média das quatro semanas anteriores, superando as expectativas do mercado.

O mercado se concentra cada vez mais no relatório de intenção de plantio, previsto para o dia 29/03, já que há expectativa de redução de área a ser semeada com o milho. Analistas privados estadunidenses avançam que a área poderá ficar em 35,8 milhões de hectares e, pela primeira vez na história, ficar abaixo da área semeada com soja. No ano passado a área semeada com milho nos EUA ficou em 36,4 milhões de hectares.

Na Argentina, a tonelada FOB atingiu a US$ 185,00, enquanto no Paraguai a mesma atingiu a US$ 175,00 na média semanal.

Já no mercado interno brasileiro os preços voltaram a melhorar um pouco mais. A média gaúcha fechou a semana em R$ 31,92/saco no balcão, enquanto os lotes fecharam entre R$ 40,00 e R$ 41,00/saco. Nas demais praças nacionais os lotes giraram entre R$ 21,00 em Sorriso e Campo Novo do Parecis (MT) e R$ 42,00/saco em Itahandu (MG), passando por R$ 41,50 em Videira (SC). Quanto à safrinha, o Nortão do Mato Grosso trabalhou com R$ 18,50/saco para entrega no início de setembro, porém, sem interesse de venda nesse nível de preço (Cf. Safras & Mercado).

A semana fechou com o mercado aguardando maiores definições quanto aos leilões de venda oficiais. Na região Sorocabana paulista os valores ficaram em R$ 39,00/saco, enquanto o referencial Campinas permaneceu em R$ 43,00/saco no CIF.

Neste sentido, o governo comunicou que terá um milhão de toneladas para a realização de leilões em todo o ano, sendo que o restante se destinará à venda de balcão. Os estoques estariam no Mato Grosso, e o governo espera colocar semanalmente entre 50.000 e 60.000 toneladas. Os leilões podem começar em abril (cf. Safras & Mercado).

No mercado futuro da BM&F acredita-se que a oferta irá aumentar daqui em diante, com os preços começando a ceder. Obviamente, muito irá depender da evolução da colheita nas regiões produtoras, especialmente em São Paulo. Ao mesmo tempo, o ritmo de venda por parte dos produtores igualmente será importante para definir um novo quadro de preços. 

Enfim, a colheita do milho de verão no Brasil chegou a 51% em 16/03, contra 47% no mesmo período do ano passado. O RS havia colhido 82%, SC 58%, PR 46%, SP 66%, MS 78%, GO/DF 35%, MG 18%, e MT 44%. Já o plantio da segunda safra (safrinha) atingia, na mesma data, a 93% do total no Centro-Sul brasileiro, contra 95% na mesma época do ano passado, sendo que o MT havia semeado 98%, PR 90%, MS 88%, GO 93%, MG 85%, e SP 82% (cf. Safras & Mercado).
 

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