Cotações do trigo ensaiam movimento de alta

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Cotações do trigo ensaiam movimento de alta

Patamar de preços médios aos produtores dos EUA ficou entre US$ 4,90 e US$ 5,30/bushel
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As cotações do trigo ensaiaram um movimento de alta durante a semana, porém, com o anúncio do relatório de oferta e demanda do USDA, no dia 08/11, o mercado cedeu. Assim, o fechamento desta quinta-feira (08) ficou nos níveis da semana anterior, com o primeiro mês registrando US$ 5,07/bushel, contra US$ 5,08 uma semana antes.

O relatório do USDA manteve a safra dos EUA em 51,3 milhões de toneladas para 2018/19, porém, reduziu um pouco os estoques finais de trigo do país para 25,8 milhões de toneladas ao final do corrente ano. Já em termos mundiais, a safra total ficou em 733,5 milhões de toneladas (aumento de quase três milhões de toneladas sobre outubro), enquanto os estoques finais mundiais subiram para 266,7 milhões de toneladas (6,5 milhões acima do indicado em outubro). O patamar de preços médios aos produtores dos EUA ficou entre US$ 4,90 e US$ 5,30/bushel.

No início da semana o mercado buscou apoio na possibilidade concreta da União Europeia e Austrália ofertarem menos trigo neste ano, devido a quebra de safra. Isso estimularia as vendas estadunidenses do cereal, fato confirmado pelo volume das vendas líquidas dos EUA na semana encerrada em 25/10, o qual atingiu 582.500 toneladas, ficando 41% acima da média das quatro semanas anteriores.

Ao mesmo tempo, o plantio do trigo de inverno nos EUA, embora um pouco atrasado, avança, tendo atingido a 84% da área esperada em 04/11, contra 90% na média histórica para esta época do ano. Por sua vez, 51% das lavouras semeadas com este trigo apresentavam, na mesma data, condições entre boas a excelentes, 37% regulares e 12% entre ruins a muito ruins.

Mas este conjunto de dados não foi suficiente para impelir as cotações para cima, freadas que foram pelo relatório anunciado, portanto, neste dia 08/11. 

Por outro lado, no Mercosul, a tonelada FOB para exportação ficou entre US$ 215,00 e US$ 220,00 na compra, enquanto a safra nova cedeu para US$ 210,00 igualmente na compra.

Já no mercado brasileiro, os preços voltaram a recuar, pressionados pela colheita, embora a mesma venha registrando perdas importantes, tanto de volume quanto de qualidade. O balcão gaúcho fechou a semana na média de R$ 37,98/saco, contra R$ 38,05 na semana anterior. Os lotes ficaram estáveis em R$ 45,00/saco na referência. No Paraná, o balcão fechou com preços entre R$ 42,00 e R$ 43,00/saco, enquanto os lotes se mantiveram entre R$ 51,00 e R$ 51,60/saco. Em Santa Catarina, o balcão trabalhou entre R$ 38,00 e R$ 42,00/saco, enquanto os lotes, na região de Campos Novos, ficaram em R$ 48,00/saco. Nota-se que em algumas praças os preços melhoraram, em relação a semana anterior, já refletindo a quebra na safra.

Dito isso, a colheita no Rio Grande do Sul, com a firmeza do clima nesta semana, avançou bem, estando próxima de 70% da área, o que eleva a disponibilidade do trigo nacional, mesmo que com qualidade mediana. Nestes últimos tempos, devido ao excesso de umidade, igualmente as doenças fúngicas começaram a reduzir a produtividade e a qualidade do produto gaúcho em particular.

Por sua vez, no Paraná, a colheita se aproximava de 90% da área neste final de semana, porém, enfrentando um clima com muita umidade, o que continuava atrasando o processo de corte do cereal. Neste Estado, “...boa parcela da produção da região oeste foi afetada, tendo queda representativa do rendimento das lavouras bem como qualidade. No norte, a região que inicia o plantio e a colheita mais cedo, teve menos danos apresentados, enquanto na região centro-sul que colhe por último, ainda pode apresentar maiores danos, tendo em vista a manutenção do clima desfavorável bem como os atrasos que levam a colheita a ingressar no período de chuvas da região.”. (cf. Safras & Mercado)

Pelo sim ou pelo não, a safra nacional de trigo deste 2018 será menor do que a esperada, com uma qualidade média igualmente bem abaixo das expectativas iniciais. Em boa parte da região Noroeste gaúcha, por exemplo, a produtividade média obtida, com 50% da área colhida, alcançava 40 sacos/hectare, contra 50 sacos esperados inicialmente (quebra de 20%). 
 
 

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