Cotonicultores reclamam dos custos e do câmbio

Agronegócio

Cotonicultores reclamam dos custos e do câmbio

Há três anos o custo para o produtor era de US$ 0,45/libra peso, com a alta nos insumos os custos subiram para US$ 0,58/libra peso
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A situação para o produtor de algodão poderia estar melhor não fossem os elevados custos de produção e a defasagem cambial. Segundo levantamento da Cooperativa de Produtores de Algodão de Primavera do Leste (Unicotton), há três anos o custo para o produtor era de US$ 0,45/libra peso, na fazenda. “Com a alta dos fertilizantes, combustíveis e energia, os custos hoje subiram para US$ 0,58/libra peso”, avalia o presidente da Unicotton e ex-presidente da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) João Luiz Ribas Pessa.

Levando-se em conta o cenário internacional, os preços do algodão podem ser considerados bons para os produtores. Porém, a defasagem cambial ainda é o principal vilão que incide sobre os custos.

“Se as despesas fossem em dólar os produtores poderiam estar sorrindo à toa. Mas como é em real, fica muito ruim para as exportações e isso acaba desestimulando o produtor”. Pessa diz que para compensar os custos, o dólar “deveria estar hoje em pelo menos R$ 2,50”. O valor estipulado como “ideal” está na verdade cerca de 28% abaixo do esperado, já que o mercado encerrou o pregão de ontem com o dólar cotado a R$ 1,815.

Pessa lembra que se os produtores não tivessem contratos firmados para 2008, 2009 e até 2010, “provavelmente muitos já teriam migrado para a soja”.

Segundo ele, os produtores de algodão estão animados por causa da recuperação dos preços na bolsa de Nova York. “Quanto à rentabilidade, a preocupação é grande porque muitos temem trabalhar muito para não ganhar quase nada”.

Pepro:

Por isso, os produtores estão pleiteando, junto ao governo federal, a realização de leilões de Pepro (Prêmio de Equalização pago ao Produtor) em 2008 “para amenizar os prejuízos com a perda cambial durante a comercialização”.

A principal finalidade do Pepro é nivelar o preço mínimo com o preço de mercado, mediante o pagamento direto ao agricultor ou cooperativa. Para participar do leilão, os agricultores precisam apresentar documentação - avalizada pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) ou suas filiadas como a Ampa no Estado -, que comprove a área e região de plantio, bem como volume da safra. Isso funcionará também como uma forma de fiscalização do setor privado sobre o programa.

Segundo Pessa, há necessidade de realização de Pepro para dar rentabilidade a uma produção de 450 mil toneladas de pluma.

Safra:

Este ano o Estado produziu cerca de 700 mil toneladas de algodão – 52% da produção nacional - e, para o próximo ano, a expectativa é de que a safra alcance 750 mil toneladas, com acréscimo de 7,14% de uma safra para a outra. A produção brasileira de algodão em pluma em 2008 deverá ficar em 1,45 milhão de toneladas.


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