Cotonicultores trabalham na elaboração de um Programa de Qualidade
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Agronegócio

Cotonicultores trabalham na elaboração de um Programa de Qualidade

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Há pouco mais de um mês após o termino do plantio do algodão, os cotonicultores preferem não falar muito sobre as expectativas para a próxima safra 13/14. Para o produtor Mario Suzano de Arruda, o momento é de qualificação e de preparação para produzir mais e melhor. O workshop realizado na sexta-feira (22) teve como objetivo criar um Programa de Qualidade para o algodão de Mato Grosso. "Temos um produto muito competitivo, mas é preciso melhorar sempre, porque quanto melhor, maior será o valor da venda", explica o diretor executivo da Associação Mato-grossense de Produtores de Algodão, Décio Tocantins. 


Ele conta que houve uma queda de 38% da área plantada com algodão em Mato Grosso na última safra. "Plantávamos 723 mil hectares e nesta safra plantamos 452 mil hectares". Mesmo sem querer falar muito do futuro, Décio diz que há expectativa de aumento de área plantada para 2014. "Procuramos traçar um cenário antecipado. O produtor de algodão trabalha muito com mercado futuro".

A principal dica de Décio para o cotonicultor é ter atenção contínua com a lavoura e com a qualidade do produto. "Temos que qualificar nossos produtores de algodão sejam eles grandes ou pequenos". A pluma de algodão enfrenta um grande concorrente que é o mercado de sintético. Na opinião do produtor Mário Suzano de Arruda se o produtor não continuar a investir no melhoramento da qualidade da fibra, haverá perda de espaço no mercado mundial.


No mercado brasileiro a pluma de algodão ocupa um lugar privilegiado. Pelo menos 65% da fibra utilizada na indústria têxtil são de algodão. Já no mercado mundial acontece o inverso, ou seja, 65% são do mercado sintético e apenas 35% são fibras de algodão. "Isso tem a ver com o clima do Brasil que é tropical e, em função do calor, se consome mais roupas de algodão. É mais confortável. Porém não podemos contar apenas com esta vantagem geográfica".

Além da forte concorrência do mercado mundial, os cotonicultores ainda enfrentam dificuldade com as altas taxas de juros e com escoamento da safra. "Estamos otimistas com a inauguração do terminal de Rondonópolis. A ferrovia seria a solução para o escoamento da safra que tem que ser feita pelas estradas e o frete é muito caro".


Curso - Durante o workshop Qualidade do Algodão de Mato Grosso foram lançados os cursos oferecidos pela Associação Mato-grossense de Produtores de Algodão (Ampa) e pelo Instituto Mato-grossense do Algodão de Mato Grosso (Ima/MT) por meio do Programa de Desenvolvimento do Agronegócio.

O diferencial destes cursos é a formatação feita junto aos produtores rurais nos sete Núcleos Regionais onde estão situadas as principais áreas de produção de algodão em Mato Grosso. Estão sendo oferecidos os seguintes programas: Sucessores, Alta Gerência, Média Gerência e Gestão Estratégica do Agronegócio (em nível de MBA). As aulas do primeiro módulo do programa Alta Gerência foram iniciadas nesta sexta-feira (22), em Campo Verde, a 130 quilômetros de Cuiabá.

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