Couro: Importação nacional via Cáceres
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Agronegócio

Couro: Importação nacional via Cáceres

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Começa esta semana a importação de couro bovino da Bolívia, a partir da fronteira de Cáceres, cidade a 225 quilômetros ao oeste de Cuiabá. Foram mais de cinco anos de espera e a importação foi autorizada pela Receita Federal e será monitorada pela UVAGRO/Cáceres-Unidade de Vigilância Agropecuária Internacional. O fiscal federal agropecuário Natanael Ferrarezi, responsável pela unidade, informa que são muitas as expectativas por parte da Bolívia – país que faz fronteira com Mato Grosso - que recentemente começou a exportar também carne bovina da região de fronteira para alguns países do Mercosul.


O couro salgado vem de um frigorífico de San Ignácio, para abastecer o curtume Panorama, em Cáceres. A empresa brasileira construiu uma estrutura, em termos populares uma "salgadeira", na região da Corixa, para que os couros passem pelo período de quarentena, que na verdade são 28 dias, período em que será ressalgado com carbonato de cálcio a 2%, para então sair e ser levado até o curtume. A entrada e saída do produto na ‘salgadeira’ será acompanhada pelo Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea/MT). A primeira remessa, que deve chegar na sexta-feira, será de 700 couros, mas a expectativa da Bolívia é exportar 4 mil couros/mês.


O fiscal afirma que a importação inaugura uma nova era nas relações comerciais entre o Brasil e a Bolívia, especialmente na área animal. "É uma nova fase nas relações internacionais entre os dois países, e que era muito esperada pelo lado boliviano. Abre portas no setor e, futuramente, poderão ocorrer importação de carne e outros produtos".


Em relação ao temor do lado brasileiro pela questão da febre aftosa, o fiscal explica que o lado boliviano da fronteira está cada vez mais consciente e seguindo as normas da vacinação. "E o processo da entrada do couro será acompanhado de forma bastante rigorosa, para garantir que não haverá problemas. Tudo dentro das regras sanitárias brasileiras".

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