Cresce aposta nos produtos orgânicos

Agronegócio

Cresce aposta nos produtos orgânicos

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A Feira de Produtos Orgânicos, que ocorre até esta quarta-feira (13) no Expotrade, em Pinhais (PR), reflete a preocupação do setor varejista em aumentar e consolidar a oferta de alimentos mais saudáveis, cuja demanda vem crescendo – e nem sempre é atendida. Segundo o diretor comercial da Associação Paranaense de Supermercados (Apras), Walde Renato Pro­chmann, poucos estabelecimentos têm espaço diferenciado para esses alimentos.


“Essa consolidação vai acontecer gradativamente, até porque hoje a produção ainda é limitada, mas é uma tendência mundial. É principalmente pelo varejista que esse produto vai chegar ao consumidor final e, por isso, temos que fomentar esse nicho.”

Uma das redes que aposta no segmento é a Super Muffato, que desde 2009 vem aumentando em todas as lojas o número de produtos orgânicos disponíveis – hoje são 1,2 mil itens, como frutas, legumes, verduras, vinhos, cereais e massas. Segundo a rede, nos últimos dois anos a venda de orgânicos subiu 50%.


O engenheiro agrônomo Luciano de Almeida, chefe do Departamento de Economia Rural e Extensão da Universidade Federal do Paraná (Dere/UFPR), afirma que a busca por produtos orgânicos segue picos sazonais, muitas vezes decorrentes da divulgação na mídia dos benefícios desses tipos de alimentos.

Segundo ele, a maior parte da produção de orgânicos é feita por pequenos agricultores familiares. “É um tipo de agricultura que exige mais mão de obra e mais dedicação, mas têm menor custo. E essas são condições que normalmente os pequenos agricultores têm. Além disso, a produção de orgânicos gera menor impacto ambiental nos recursos naturais e garante mais qualidade de vida não só para o consumidor, mas para o agricultor”, avalia Almeida.


Segundo um estudo do Dere, existem 15 feiras exclusivamente de produtos orgânicos em Curitiba. Parte delas é promovida pelo próprio departamento, em parceria com a Associação de Agricultura Orgânica do Paraná (Aopa).

De acordo com um perfil traçado pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) em 2007, a venda de orgânicos é heterogênea no estado, ocorrendo tanto nos supermercados e estabelecimentos especializados como através de negociações entre o produtor e o próprio consumidor.

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