Cresce pressão para a revisão de restrições na Argentina

Agronegócio

Cresce pressão para a revisão de restrições na Argentina

Os produtores rurais da Argentina vão pressionar o governo a reduzir impostos e restrições às exportações de grãos e oleaginosas
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Os produtores rurais da Argentina vão pressionar o governo a reduzir impostos e restrições às exportações de grãos e oleaginosas, com o argumento de que esses cortes levarão a uma safra recorde dentro de dois anos. Segundo Ricardo Buryaile, vice-presidente das Confederações Rurais Argentinas (CRA), a produção deverá alcançar 98 milhões de toneladas na safra 2010/11 com as mudanças. Se confirmado, o volume vai superar o recorde histórico de 95 milhões de toneladas registrado há dois anos.

A presidente Cristina Fernández de Kirchner disse que reveria as políticas agrícolas, e nesse sentido consultou partidos oposicionistas e produtores depois que sua coalizão governista perdeu a maioria no Congresso nas eleições de 28 de junho. Os agricultores, que bloquearam estradas e embarques em protesto contra os impostos, terão a partir de dezembro 12 representantes entre os 257 membros da Câmara de Deputados, e deverão se reunir com representantes do governo nesta semana. Haverá um debate no Congresso sobre os impostos sobre exportações agrícolas no fim do mês.

Um acordo entre os produtores rurais e o governo contribuiria para restaurar a posição da Argentina como fornecedor confiável e constante para os mercados mundiais, disse David Smoldt, vice-presidente da corretora de commodities FCStone, sediada em Kansas. Como o terceiro maior exportador de milho e soja e o quarto maior no ranking do trigo, "a Argentina desempenha um papel decisivo no equilíbrio do comércio de exportação global", disse Smoldt.

Na safra que está no fim, a produção argentina de grão caiu 28%, para 68 milhões de toneladas, em grande parte devido à mais grave seca de 70 anos. Mas as tarifas de 35% sobre as exportações da soja e as restrições às vendas externas de outras commodities também colaboraram para o tombo, segundo Buryaile - candidato ruralista eleito em junho.

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