Crise da Nilza pode repetir caso Parmalat

Agronegócio

Crise da Nilza pode repetir caso Parmalat

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Os produtores de leite de São Paulo e Minas Gerais poderão viver uma crise semelhante à enfrentada no início do ano passado quando a Parmalat Brasil paralisou suas atividades. Agora a ameaça é da Cooperativa Central Leite Nilza, 7º maior captador do País. Com as contas bloqueadas pela Justiça, devido à dívida de R$ 6 milhões com o banco BBM, a empresa está sem condições de pagar seus fornecedores. É a segunda crise, em seis meses, enfrentada pela indústria.

"Se o grupo deixar de comprar, vai sobrar leite e o preço vai cair", afirma Maurício Nogueira, analista da Scot Consultoria. Mas ele não acredita em um estrago tão grande como o que ocorreu com a Parmalat, no final de 2003, quando os preços caíram mais de 30%. "Se repete o caso Parmalat, mas em proporção menor", afirma Rodrigo Alvim, presidente da Comissão Nacional de Pecuária Leiteira da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

"Uma decisão dessas coloca em risco uma marca forte", diz o presidente da empresa, Daniel Felippe. Ele acredita que a liminar bloqueando as contas possa ser derrubada hoje, uma semana depois de o BBM ter conseguido reter todos os créditos da cooperativa. O grupo tenta ainda trazer a questão judicial de São Paulo para Ribeirão Preto - sede da empresa. "Entendemos que o juiz local vai se sensibilizar com o problema. São 15 mil produtores em Goiás, Minas Gerais, São Paulo e no Paraná que dependem do laticínio", afirma.

Dívida bancária:

A indústria tem uma dívida total de R$ 45 milhões com bancos e outros R$ 10 milhões com fornecedores e empregados. Todos os pagamentos de sexta-feira foram transferidos para hoje. Felippe diz ainda que muitos fornecedores, que davam prazos maiores de pagamentos, estão querendo receber à vista, devido ao problema.

Em setembro de 2004, quatro das sete cooperativas que formavam o grupo deixaram a sociedade. Com isso, a captação passou de 700 mil para 230 mil litros por dia. Para reverter o quadro, foi firmada parceria com fundo Latin America Equity Partners (LAEP). Em dezembro, o grupo voltou a captar leite nos níveis anteriores.


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