Crise no abate de aves em SC beneficia o PR
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Agronegócio

Crise no abate de aves em SC beneficia o PR

Lapa deve receber cerca de 40% dos frangos que abasteciam indústria de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, fechada pelo Marfrig
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Lapa deve receber cerca de 40% dos frangos que abasteciam indústria de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, fechada pelo Marfrig

A indústria que o grupo Marfrig mantém na Lapa – a 60 quilômetros de Curitiba – passará a receber perto de 40% das aves que eram abatidas em Jaraguá do Sul (SC). A indústria catarinense teve seu fechamento e a demissão dos 890 funcionários confirmados na última semana. A previsão no município paranaense, que industrializa 200 mil frangos por dia, é que as atividades sejam ampliadas em mais de um terço nos próximos meses.


Dos 199 avicultores que forneciam matéria-prima para a indústria de Jaraguá, 80 terão a produção destinada à unidade da Lapa (a 165 quilômetros de distância), conforme a empresa. Os demais devem atender as fábricas de Ipumirim (430 km), no Oeste catarinense, e Passos (940 km), em Minas Gerais. A companhia ainda não confirmou investimentos.

“Ampliar a produção é um planejamento antigo da empresa. Isso reforça o papel da avicultura na economia do município”, destaca João Baggio Neto, diretor de Indústria e Comércio lapeano. A previsão é que 800 trabalhadores sejam contratados na cidade, elevando o número local de funcionários da empresa para 3 mil.


Atualmente, metade dos 45 mil habitantes da Lapa está ligada à cadeia do frango. O crescimento da atividade consolida o Paraná como o maior exportador de carne de frango do Brasil,com embarque de mais de 300 mil toneladas ao mês.

A indústria local fazia parte da antiga DaGranja, marca adquirida pelo Marfrig em 2008 por US$ 58 milhões, e hoje funciona como uma unidade da Seara, comprada pelo grupo em 2009 por US$ 900 milhões. É responsável por cerca de 5% dos abates de frango do Paraná, que passam de 100 milhões mensalmente.

Inaugurada em 1970, a unidade de Jaraguá do Sul tinha praticamente a mesma capacidade de abate da planta lapeana e produzia 32 toneladas de ração por hora. De acordo com nota distribuída pela Seara, a decisão de encerrar as atividades ocorreu por conta da distância de importantes centros produtores de grãos do país, como Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Os custos do milho, principal matéria-prima para rações, teriam inviabilizado a fábrica.


Outra justificativa é a escassez de mão de obra no Norte catarinense. Porém, a Seara deve enfrentar problema semelhante para ampliar as atividades da indústria paranaense. De acordo com a Agência do Trabalhador da Lapa, também faltam trabalhadores qualificados na região.

O Marfrig, tradicional no mercado de carne bovina, entrou no setor de aves em 2008 e mantém indústria da Seara também no Norte Pioneiro do Paraná, em Jacarezinho. A unidade da Lapa produz frango in natura e cortes especiais e inclui uma fábrica de produtos empanados e industrializados. Em Santa Catarina, a empresa possui cinco complexos industriais, um terminal portuário, um escritório administrativo, mais de 11 mil funcionários e recebe a produção de 2,3 mil criadores de aves e suínos.

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