Cuba se torna 3º maior importador de carne de frango dos EUA

Agronegócio

Cuba se torna 3º maior importador de carne de frango dos EUA

Dados do USDA mostram que a reaproximação do governo do EUA com o governo cubano vem sendo capitalizada pelos exportadores de carne de frango.
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Os últimos dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) mostram que a recente reaproximação do governo norte-americano com o governo cubano vem sendo muito bem capitalizada pelos exportadores locais de carne de frango. Pois Cuba já é o terceiro principal destino da carne de frango exportada pelos EUA.

Na verdade, o processo não é novo. Pois, apesar do bloqueio econômico a Cuba – imposto em 1960 e ainda em vigor – desde 2000 os produtores norte-americanos de alimentos podem atender aquele mercado - mediante pagamento antecipado das importações. 

Assim, reiniciadas de forma incipiente a partir de 2001, nos últimos anos as importações cubanas têm representado o quinto ou sexto principal mercado do produto norte-americano. Mas o avanço obtido nos nove primeiros meses de 2016 salta aos olhos. Porque, por exemplo, coloca Cuba à frente do Canadá, parceiro dos EUA no NAFTA e, até recentemente, um dos principais importadores do produto. 

Aliás, mantidos os atuais desempenhos no trimestre outubro-dezembro, Cuba (aumento de 64,70% entre janeiro e setembro) não só deixa à distância o Canadá (redução, até aqui, de 11,55%), como também deve superar Taiwan (redução de 8,04%), atual segundo colocado.

Quem não corre risco de perder a atual supremacia como importador número 1 é o México. Que, apesar de uma redução de 3,21% no volume importado, vem absorvendo mais de 20% das exportações norte-americanas.

Mas – pergunta-se – em 2017, com os EUA sob nova governança, essas importações se manterão? 

A questão levantada, fique claro, tem por base as declarações pré-eleitorais de Donald John Trump de que, uma vez eleito (o que era considerado absolutamente improvável), acabaria com o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (NAFTA) firmado em 1992 entre EUA, Canadá e México. Seu argumento: o acordo estaria transferindo empregos dos EUA para o México.

Bem... Trump venceu. Mas, com certeza, não dará o passo anunciado. E se vier a efetuar alguma alteração no NAFTA, o mais provável é que não abra mão dos benefícios usufruídos pela avicultura norte-americana com esse acordo. Pois, graças ao NAFTA, México e Canadá garantem a absorção de mais de um quarto das exportações norte-americanas de carne de frango. É – convenhamos – mercado que não se pode desprezar.


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