Cultivo de hortaliças

Agronegócio

Cultivo de hortaliças

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Produtores de hortaliça de Biritiba Mirim, em São Paulo, vivem duas situações distintas. Quem plantou couve-flor não tem colheita para aproveitar a alta no preço. Já quem apostou na acelga sofre com o excesso de oferta.

A região do alto Tietê se destaca no cultivo de vários tipos de hortaliças, mas os produtores rurais se Biritiba-Mirim, a 80 quilômetros da capital, passam por problemas. No caso da couve-flor faltou a semente de veraneio, específica para ser plantada entre os meses de janeiro e março para a colheita de inverno.

O agricultor Marcos Okamuro comprou outro tipo de semente, mas o resultado não foi satisfatório. A planta até cresceu, mas as folhas não resistiram ao sol e às pragas. As cabeças não desenvolveram e ficaram pequenas, sem valor no mercado. Em 2008, ele colheu 60 caixas de couve-flor por semana. Agora, foram 20 caixas.

Mesmo com a plantação menor em relação ao mesmo período do ano passado, a colheita e a venda da couve-flor estão garantidas. O produto é bastante procurado para o preparo dos pratos quentes servidos nesta época do ano, o que aumenta muito o consumo da hortaliça. Com pouco produto à venda, o preço subiu. A caixa é vendida por uma média de R$ 15,00.

“É aquela regra da oferta e procura. Geralmente, na falta o preço sobe”, disse Okamuro.

No mesmo município, quem plantou a acelga sofre com o excesso de produtividade. No começo do ano a hortaliça sumiu das prateleiras. Muitos agricultores apostaram na cultura. Não falta comprador no mercado, mas o preço não agrada os produtores. Há seis meses, uma caixa da hortaliça era comercializada por R$ 18,00. Hoje, os produtores não conseguem mais do que R$ 8,00 por uma caixa.

“A gente sempre planta para ter um lucro. Infelizmente, por causa do preço, a gente foi obrigado a baixar. Então, a gente não está tendo lucro. Está tomando um pouquinho de prejuízo”, avaliou o agricultor Hiroshi Shintate.

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