Cultivo de morango e pepinos aumenta renda familiar e melhora a qualidade de vida

Agronegócio

Cultivo de morango e pepinos aumenta renda familiar e melhora a qualidade de vida

A partir de 2008, o cultivo do fumo parou principalmente pela falta de mão-de-obra e desvalorização do produto?
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A partir de 2008, o cultivo do fumo parou principalmente pela falta de mão-de-obra e desvalorização do produto?

No município de Novo Cabrais, na região Central, uma propriedade rural que há 25 anos era tradicionalmente utilizada para o plantio de tabaco, mudou sua matriz produtiva e conseguiu melhorar a qualidade de vida e aumentar a renda da família. A propriedade, que fica na localidade de Sanga Funga, tem três hectares e pertence ao casal Iria e Aldomir Machado. Na área são cultivados cerca de 10 mil pés de morango em ambiente protegido e 14 mil pés de pepino a campo, além de feijão, milho e outras culturas de subsistência. ?No início, quando a propriedade foi adquirida, somava uma área de 5,5 hectares, toda ocupada com tabaco. A partir de 2008, o cultivo do fumo parou principalmente pela falta de mão-de-obra e desvalorização do produto?, lembra Aldomir Machado. 

Para prosseguir na mudança, foi preciso contar com a mão-de-obra familiar e trabalhar em sistema de parceria. Hoje, a propriedade da família Machado envolve o trabalho de oito pessoas. ?As atividades e o sistema de parceria que foram adotados são favorecidos pela forma com a qual seu Aldomir e a dona Iria trabalham com os filhos, dando autonomia e permitindo que interajam na propriedade participando das decisões, impulsionando sua permanência na propriedade e favorecendo a sucessão familiar?, avalia a supervisora microrregional do Escritório Regional da Emater/RS-Ascar de Santa Maria, Auria Schroder.

A mudança feita pela família foi tão importante que na propriedade foi feito um Dia de Campo, no dia 18 de novembro, promovido pela Emater/RS-Ascar, com a participação de produtores cadastrados no Programa de ATER para agricultores familiares inseridos em municípios com produção de tabaco para promoção da diversificação da produção e renda. Também participaram famílias do Programa Socioassistencial e também outros agricultores de Novo Cabrais e municípios vizinhos como Cerro Branco, Paraíso do Sul Candelária e Cachoeira do Sul, além de alunos da Escola Municipal Teófilo Teodoro Streck e da Faculdade América do Sul.

Além de tratar sobre o cultivo de morango e pepino, o Dia de Campo abordou ainda o cultivo de plantas bioativas, irrigação e a conservação de solos. 

Na estação sobre o cultivo de pepino foram abordados os aspectos relacionados à cultura, as variedades mais utilizadas, a produção de mudas de qualidade, adubação e fertirrigação, estrutura produtiva, tratos culturais e manejo. ?Foi destacada a inclusão social e produtiva, uma vez que a atividade está relacionada à organização rural, cooperativismo, possibilidade de agregação de valor através de agroindustrialização e alternativa de renda ao fumo?, disse o chefe do escritório municipal da Emater/RS-Ascar de Novo Cabrais, Edson Antonio Sobroza.

Conforme Sobroza, os participantes da atividade técnica construíram uma tabela durante essa estação, comparando o pepino com o tabaco, cultura com a qual estão mais acostumados. ?Na oportunidade, colocou-se lado a lado a capacidade produtiva em função da mão-de-obra disponível, a renda bruta gerada, custos de produção, renda líquida e transformação desta renda em salário para as duas culturas. Com isso, os agricultores puderam visualizar a renda gerada por área e per capita e a demanda de trabalho para ambas as culturas, dando ferramentas para a tomada de decisão, na possibilidade de iniciarem no cultivo do pepino?, avaliou o técnico.

Na estação sobre morango foram tratados os assuntos referentes à estrutura de produção, ambiente protegido, bancadas e irrigação, escolha de cultivares e obtenção de mudas, plantio e manejo inicial, manejo de irrigação, adubação e fitossanitário, colheita e comercialização. ?Ainda, ressaltou-se o fato da estrutura ser planejada com acessibilidade para cadeirantes, o que permite que um dos filhos do casal, que tem limitações físicas, realize todas as atividades do manejo das plantas?, destacou Sobroza.

Na estação sobre Solos e Irrigação foram dadas orientações sobre o uso adequado do solo, infiltração de água com a adoção de práticas como terraceamento, cobertura de solo, plantio direto e rotação de culturas para evitar perda de água e erosão. ?Na irrigação foi abordado o sistema por gotejamento e aspersão, onde são irrigadas as lavouras de pepino e uma lavoura de feijão, esta com área de 0,4 hectares. Além de visualizar a estrutura dos sistemas, os participantes receberam explicações quanto ao manejo da irrigação, custos de implantação e as vantagens que há na lavoura irrigada?, disse Edson Sobroza.

Na estação das plantas bioativas, os agricultores conheceram o horto medicinal e o relógio do corpo humano. ?É uma metodologia que relaciona as funções dos órgãos do corpo humano, dentro de um período de tempo em que este órgão atinge seu pico energético, com plantas medicinais que atuam diretamente sobre ele. Além disso, objetivou o resgate, a identificação e uso das plantas bioativas?, concluiu Sobroza.


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